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Cotidiano Habitação

Casas novas melhoram a vida de famílias de Santa Tereza do Oeste

São vinte famílias beneficiadas pelo projeto executado por uma parceria entre Governo do Estado, Itaipu Binacional e prefeitura. Elas já receberam as chaves. O condomínio, em dois bairros, ocupa uma área total de 3 mil metros quadrados. O investimento da estatal de energia foi de R$ 1.319.410,31.

11/01/2021 10h53
Por: Da redação Fonte: AENotícias
São 16 unidades com 32 metros quadrados e quatro com 49 metros quadrados, capazes de receber pessoas com deficiência ou idosos
São 16 unidades com 32 metros quadrados e quatro com 49 metros quadrados, capazes de receber pessoas com deficiência ou idosos

Vinte famílias de Santa Tereza do Oeste, cidade vizinha à Cascavel, já receberam as chaves de casas novas na Vila Canário e no bairro Santa Fé, em um conjunto habitacional que tem dois endereços. Essa ideia foi viabilizada em uma parceria da prefeitura, do Governo do Estado e da Itaipu Binacional. O investimento da estatal de energia foi de R$ 1.319.410,31.

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São 16 unidades com 32 metros quadrados e quatro com 49 metros quadrados, capazes de receber pessoas com deficiência ou idosos. Elas têm dois quartos, sala e cozinha, além de painéis solares integrados à rede de energia elétrica, de olho na sustentabilidade e na diminuição de custos diários com a conta de luz. As lajes são de concreto, facilitando a climatização em uma cidade com verões mais quentes, e as unidades têm calçadas e pias nas cozinhas, além de tanques do lado de fora.

Esse mesmo condomínio em bairros distintos ocupa uma área total de mais de 3 mil metros quadrados. A divisão levou em conta a limitação do terreno no Santa Fé, onde ele seria erguido, e a ideia de ocupar dois espaços distintos e promover mais integração municipal. São nove unidades na Vila Canário e 11 no bairro que fica mais próximo ao Parque Nacional do Iguaçu.

“Habitação é um programa social realmente transformador, que nos motiva. Estamos construindo unidades para perfis específicos no Paraná, como idosos e população de baixíssima renda, incentivando o desfavelamento e formando parcerias. Uma delas é com a Itaipu Binacional. Entramos com o projeto e as ligações com Copel e Sanepar, a estatal com os recursos e a prefeitura com a gestão. É um modelo que está revolucionando o Oeste”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

As casas foram finalizadas no começo de dezembro e foram acompanhadas de outro edital, bancado pela prefeitura, que ajudou na instalação de calçamento e infraestrutura do entorno, como iluminação pública. Santa Tereza do Oeste tem um déficit habitacional estimado em 470 moradias populares.

“É um investimento que ajuda a diminuir a necessidade habitacional do Estado e que dá dignidade para famílias que vivem em condições de vulnerabilidade”, completa Jorge Lange, diretor-presidente da Cohapar. “Demos todo o suporte para esse programa de Itaipu Binacional sair do papel. Ele é parte de uma conquista muito importante para Santa Tereza do Oeste”.

Seleção

O sorteio das casas aconteceu no dia 9 de dezembro e foi transmitido de maneira virtual, levando em consideração a pandemia do novo coronavírus. Cerca de 200 pessoas se interessaram pelas casas, mas o filtro final da prefeitura, a partir das documentações e critérios necessários do programa, chegou a 64 famílias. O processo que culminou com as 20 famílias foi acompanhado pelo Ministério Público que atua no município.

“Entramos com o terreno, a Cohapar ajudou com água e luz, a Itaipu com os recursos. E essas 20 famílias sorteadas vão ganhar a casa quitada, sem qualquer tipo de ônus, Queremos ampliar os projetos de habitação nos próximos anos. Se conseguir colocar mais 100 empreendimentos de pé daremos um choque muito grande nessa questão, garantindo mais qualidade de vida para a população”, afirma o prefeito de Santa Tereza do Oeste, Elio Marciniak (Kabelo).

Segundo Sandra Marciniak, secretária de Assistência Social do município, as casas significaram uma conquista para um município. “Pintamos elas de três cores distintas, a Itaipu sempre foi bem acessível quanto a esse projeto. Para Santa Tereza do Oeste significa uma conquista social. É um condomínio muito aguardado, que teve a construção acompanhada de perto pela população”, destaca.

Segundo a prefeitura, a partir deste ano a ideia é começar um projeto com a Cohapar e o governo federal para construir condomínios verticais com 3 ou 4 pisos, alavancando não apenas famílias de baixíssima renda, mas pessoas que estão procurando o primeiro imóvel próprio.

Atração

Esse contexto de novas casas é importante porque o município tem conseguido atrair muitas empresas pela proximidade com Cascavel e a situação geográfica privilegiada, às margens da BR que corta o Paraná de Leste a Oeste (BR-277) e a poucos quilômetros do novo aeroporto de Cascavel e do terminal da Ferroeste. A cidade já conta com gigantes como Isoart (produtos de isopor), Instituto São Paulo (saúde), Balanças Capital (balanças de precisão) e Itasa (alimentos).

“Estamos estimulando um processo forte de industrialização. Fizemos um barracão de 600 metros quadrados e já atraímos quatro pequenas empresas, mas temos demanda para mais quatro barracões. O município está adquirindo grandes áreas e estabelecerá um sistema de permuta com as indústrias. Só nos últimos meses atraímos a Vale Log, que é uma gigante no setor de grãos, com uma planta que também tem 600 metros quadrados. É um sinal de que estamos no caminho certo”, complementa o prefeito. “E esse processo precisa ser acompanhado de um trabalho social. É o que desejamos”.

Itaipu Binacional investe em 325 casas populares no Oeste

A parceria entre Cohapar e Itaipu Binacional envolve 325 unidades populares em 16 municípios (Boa Vista da Aparecida, Diamante D'Oeste, Foz do Iguaçu, Guaíra, Guaraniaçu, Matelândia, Medianeira, Palotina, Pato Bragado, Quedas do Iguaçu, Santa Tereza do Oeste, São José das Palmeiras, São Miguel do Iguaçu, Terra Roxa, Toledo e Ubiratã) da região Oeste. Todos os conjuntos habitacionais têm 20 casas, menos Foz do Iguaçu, que tem cinco a mais.

Essa iniciativa começou a ser organizada há quatro anos com um Protocolo de Intenções entre Itaipu Binacional e o Governo do Estado. A administração estadual elencou os municípios com maiores déficits e necessidades sociais e, posteriormente, foram redigidos Acordos de Cooperação com as respectivas prefeituras e convênios para os repasses financeiros. A estatal separou cerca de R$ 21,5 milhões para esse investimento.

“O projeto é da Cohapar, adaptado à nossa proposta. As prefeituras ficaram responsáveis pela seleção e titularidade dos imóveis, com responsabilidade acessória da parte de acabamento dos condomínios, coleta seletiva, iluminação pública, infraestrutura urbana”, afirma Jorge Guilherme Alves, gerente da Divisão de Infraestrutura e Manutenção da Itaipu Binacional. “Estamos gerando qualidade de vida e fomentando ainda mais o desenvolvimento da nossa área de atuação”.

Os projetos são tão detalhados que entram nos mínimos detalhes de uma casa, como o compromisso de instalar caixa d’água de 500 litros, 13 tomadas, seis interruptores, tanque de 20 litros, chuveiros elétricos, janelas de 1,20 x 1, tratamento antiferrugem nas portas, vidros com espessura mínima de 3 milímetros, calçadas com 5 centímetros de concreto, telhas cerâmicas dos tipos romana, francesa ou portuguesa, e fechaduras internas tipo Gorges.

As casas também têm painéis fotovoltaicos de 550 W e inversores. Esse sistema é capaz de irradiar energia elétrica para a casa e está conectado ao sistema da Copel. Quando há excedente na produção, a energia limpa vira “crédito” na fatura. Para a Itaipu, o objetivo é difundir essa tecnologia e estimular o consumo responsável.

Os critérios de seleção do programa são famílias residentes em área de risco e/ou de preservação ambiental e/ou desabrigadas; famílias com renda per capita familiar até 1/4 salário-mínimo; famílias que contam com PCDs ou idosos (10% das casas); e famílias uniparentais (que possuem apenas uma pessoa responsável pela criação/educação dos filhos).

 

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