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Sanepar elimina no tratamento substância que causou sabor e odor na água em Ponta Grossa

Após enfrentar hiperfloração de algas sem precedentes, Companhia conseguiu remover a substância no processo de tratamento e investe em outras melh...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
07/03/2026 às 09h30 Atualizada em 07/03/2026 às 11h32
Sanepar elimina no tratamento substância que causou sabor e odor na água em Ponta Grossa
Foto: Sanepar

A Sanepar confirmou nesta semana que as otimizações do processo de tratamento realizado na Estação de Tratamento de Água (ETA), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, conseguiram eliminar em 100% a presença da substância geosmina, que vinha alterando a percepção de sabor e odor na água distribuída.

Desde o último domingo (1º), as análises da Companhia vinham indicando a eficácia das medidas adotadas, com significativo aumento na remoção da substância durante o processo de tratamento, que chegou a zero. Desta forma, a Sanepar consolida a normalização das características da água distribuída aos ponta-grossenses, inclusive àqueles com percepção sensorial mais apurada.

"Nossa prioridade absoluta é a estabilidade do sistema. Com as medidas que tomamos, os monitoramentos indicam que a crise da floração de algas foi vencida pela nossa operação técnica. A população sempre pode ter a segurança de que a água que sai da Estação de Tratamento de Água permanece com qualidade", afirma a superintendente da Sanepar na Região Sudeste, Simone Alvarenga de Campos.

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Desde que as análises apontaram a hiperfloração de cianobactérias na Represa de Alagados - intensificada pela insolação e estiagem na região da bacia hidrográfica -, a Sanepar adotou soluções operacionais para minimizar a percepção de odor e sabor na água.

A aplicação do carvão ativado nas captações, com adequações no seu ponto de inserção e ajuste rigoroso na dosagem do dióxido de cloro, foram estratégias fundamentais para superar o problema. A empresa também reduziu a adução da captação Alagados, de 28% para 12%, nos momentos mais críticos.

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EVENTO INÉDITO -A gerente de Avaliação de Conformidades da Sanepar, a bioquímica Cynthia Malaghini, revela que Ponta Grossa enfrentou uma situação sem precedentes na história do estado.

“Enquanto o volume histórico de cianobactérias em Ponta Grossa costuma variar entre 100 e 150 mil células, este ano os índices saltaram para quase 300 mil. Essa hiperfloração elevou a concentração de geosmina a um patamar excepcional, o dobro que a enfrentada pela CEDAE, na crise vivida pela Estação Guandu, no Rio de Janeiro, em 2021”, compara.

Cynthia destaca que o olfato e o paladar humano são extremamente sensíveis à substância geosmina. “Há pessoas que conseguem sentir o cheiro e o gosto de terra em uma concentração de 1 nanograma por litro. É como se fosse um grão de açúcar em uma piscina olímpica. Por isso, mesmo com a água dentro de todos os parâmetros de potabilidade, alguns consumidores ainda puderam sentir essa alteração, que agora foi totalmente eliminada no processo de tratamento”, explica.

SEGURANÇA HÍDRICA –Embora tenha eliminado a substância no tratamento, a Sanepar segue atuando para evitar que futuras oscilações climáticas ou biológicas voltem a impactar o sistema. Entre as principais medidas, a Companhia contratou uma consultoria especializada para aperfeiçoamento dos processos, que já iniciou o trabalho diagnóstico. Também vai realizar a perfuração de seis novos poços, em diferentes regiões de Ponta Grossa, para diversificar as fontes de abastecimento e reduzir a dependência da Represa de Alagados. A Companhia também está trabalhando para viabilizar, em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT), uma tecnologia canadense inovadora, que emite de ondas eletromagnéticas de baixa potência para a Represa de Alagados.

AÇÃO CONJUNTA -Em paralelo, a Sanepar também vem promovendo uma ação conjunta entre diferentes instituições, como IDR, Simepar, IAT e Adapar, na implementação do Plano de Segurança da Água para a gestão de riscos e conservação da bacia hidrográfica. O trabalho de diagnóstico vem sendo feito há um ano. A etapa atual deve envolver a sociedade civil, conselhos municipais e os diversos usuários da região da bacia hidrográfica nos municípios de Ponta Grossa, Carambeí e Castro para a preservação da qualidade da água in natura.

 

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