
Meteorologistas do Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, classificaram terça-feira (03) um fenômeno que atingiu Maringá na madrugada de segunda (2) como um tornado de categoria F2 na escala Fujita, que tem cinco categorias.
O trabalho começou antes do fenômeno, com os avisos meteorológicos emitidos desde a quinta-feira (30). Durante o monitoramento realizado 24 horas pelos meteorologistas do Simepar, os primeiros indícios de que um fenômeno severo atingiu Maringá já foram constatados no radar e em estações meteorológicas por volta das 3h de segunda-feira (2). Uma severa linha de instabilidade ganhou força ao alcançar a cidade, e uma supercélula (tipo de tempestade muito organizada e de grande intensidade, que pode gerar ventos destrutivos) passou sobre Maringá.
Ao longo do dia, os meteorologistas analisaram as variáveis do radar e as imagens dos danos registrados em várias partes da cidade. Equipes do Corpo de Bombeiros de Maringá forneceram imagens aéreas que auxiliaram na análise dos meteorologistas, e comparação com dados de satélite.
Ainda na segunda-feira, o meteorologista Reinaldo Kneib e o coordenador de operações do Simepar, Marco Jusevicius, foram até Maringá para fazer uma análise de campo. Ao longo da terça-feira (03) eles percorreram pontos diferentes da cidade, sobrevoando áreas atingidas com drones ou de helicóptero, com apoio da prefeitura.
Através das análises foi possível encontrar telhas arremessadas por mais de 1.300 metros, bem como folhas de zinco lançadas a mais de 300 metros de distância. Itens retorcidos de estruturas de alvenaria e também na vegetação, além de copas de árvores arrancadas, indicaram que, em um trajeto de aproximadamente 15 km que iniciou na região sudoeste da cidade, Maringá foi atingida por um tornado classificado pelo Simepar como categoria F2 na escala Fujita, com velocidade do vento entre 180 km/h e 250 km/h.