
Um possível tornado de baixa intensidade pode ter provocado a destruição registrada em comunidades rurais de Cascavel durante o temporal da noite de quarta-feira (4). A suspeita é da Defesa Civil, que identificou características compatíveis com o fenômeno, mas ainda aguarda a validação da ocorrência.
A avaliação inicial aponta para a possibilidade de um princípio de tornado ou de um fenômeno classificado como F0 ou F1, na escala Fujita. A análise considera a direção dos ventos e as faixas de áreas atingidas.
A comunidade de Salto Portão, na região conhecida como Ponte Molhada, concentrou os danos mais graves. Há relatos de residências totalmente destruídas e outras parcialmente danificadas.
A força do vento também derrubou numerosas árvores, bloqueou estradas e dificultou o acesso às propriedades. Até o momento, não há um levantamento consolidado dos prejuízos.
Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, Nei Hamilton Haveroth, a destruição em algumas propriedades foi extensa.
“Teve uma situação em que a única coisa que sobrou da casa foram algumas paredes. As pessoas conseguiram se proteger debaixo de uma mesa resistente e, felizmente, ninguém ficou ferido”, relatou.
Além de Salto Portão, a Defesa Civil recebeu informações sobre destelhamentos nas comunidades de Santa Bárbara, Estrada Arataca e Santa Lourdes, na Linha Velha, região do distrito de Rio do Salto.
O prefeito Renato Silva esteve pessoalmente nas áreas atingidas para acompanhar o atendimento às famílias. Segundo ele, uma força-tarefa foi mobilizada desde quarta-feira (4).
“Estamos mobilizando uma força-tarefa para atendimento, isso desde ontem. Nós estamos atentos, mas, infelizmente, ninguém está livre disso. Vamos agradecer a Deus, inclusive, que não atingiu nenhuma vida. Vamos tomar todas as medidas para que tudo seja resolvido”, afirmou.
A força-tarefa permanece mobilizada nesta quinta-feira (5), com prioridade para a retirada de árvores e a desobstrução das estradas rurais. O objetivo é permitir que as equipes cheguem às propriedades que continuam com acesso comprometido.
O trabalho reúne profissionais da Defesa Civil e das secretarias municipais de Agricultura e Meio Ambiente, além do Corpo de Bombeiros, responsável pela coordenação das ações de retirada das árvores e liberação das vias.
A Defesa Civil também realiza o atendimento às famílias, o levantamento dos prejuízos e a distribuição de lonas e telhas para proteção emergencial das residências.
Moradores que tiveram imóveis atingidos e ainda não comunicaram a ocorrência devem entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199. O atendimento é gratuito e o número também pode ser utilizado para solicitar lonas e telas de proteção.