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PF deflagra operação de combate aos crimes ambientais e ao tráfico nas regiões Oeste do Paraná e Santa Catarina

Operação Saleiro foca em grupo criminoso que atuava nos crimes contra fauna e tráfico de drogas e armas.

20/01/2026 às 09h01 Atualizada em 20/01/2026 às 10h25
Por: Celso Romankiv Fonte: Ascom PF
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Durante a operação foram encontrados dois locais com estruturas para a promoção de rinha de galos Fotos:Divulgação/PF
Durante a operação foram encontrados dois locais com estruturas para a promoção de rinha de galos Fotos:Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), uma operação nas cidades de Dionísio Cerqueira/SC, Barracão/PR e Céu Azul/PR visando desarticular um grupo criminoso envolvido em uma série de delitos ambientais na região de fronteira. 

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A ação consistiu no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Federal de Foz do Iguaçu em endereços residenciais de suspeitos identificados no curso das investigações.

Os trabalhos investigativos tiveram origem em uma prisão em flagrante, ocorrida em julho de 2024, quando um indivíduo foi detido por equipes do ICMBio e da Polícia Federal, no interior do Parque Nacional do Iguaçu, portando alimentos destinados a atrair animais silvestres para o abate em local conhecido como saleiro. Aprofundamentos realizados a partir da análise de dados telemáticos revelaram que a atuação dos envolvidos não se restringia à caça ilegal mas abrangia uma rede articulada de crimes conexos.

As evidências colhidas indicam a prática sistemática de crimes contra a fauna incluindo o abate de animais silvestres, como catetos e cutias, dentro da unidade de conservação federal bem como a promoção de rinhas de galo e a criação e treinamento de aves para combates com apostas inclusive com conexões internacionais.

Além dos delitos ambientais a investigação apontou o envolvimento do grupo no tráfico de drogas com negociações referentes à venda e transporte de maconha e no comércio ilegal e posse de armas de fogo incluindo espingardas rifles e pistolas utilizados tanto para a caça quanto para a segurança das atividades ilícitas.

Os investigados poderão responder por diversos crimes cujas penas somadas podem alcançar patamares elevados. O crime de caça ilegal agravado por ocorrer em unidade de conservação prevê pena de detenção e multa conforme a Lei de Crimes Ambientais. A prática de maus tratos a animais também acarreta pena de detenção e multa.

Já os crimes previstos no Estatuto do Desarmamento como o comércio ilegal de armas de fogo possuem penas de reclusão que podem chegar a doze anos enquanto o tráfico de drogas sujeito à Lei Antidrogas prevê reclusão de cinco a quinze anos. A associação criminosa para a prática desses delitos também é objeto de apuração sujeitando os envolvidos a penas adicionais de reclusão. Todo o material apreendido durante as buscas será analisado para corroborar as provas já existentes e identificar a extensão completa das atividades do grupo.

 

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