
O futsal paranaense atravessa um momento delicado e preocupante. Três equipes tradicionais do cenário estadual anunciaram, ou indicaram, a suspensão de suas atividades profissionais, deixando de disputar as competições oficiais e reforçando os desafios enfrentados pelos clubes da modalidade.
Fundado em 2019, em Laranjeiras do Sul, o Operário Futsal surgiu com um projeto ambicioso e rapidamente se destacou no cenário estadual. Em pouco tempo, conquistou os títulos da Série Bronze (2019) e da Série Prata (2020). No ano seguinte, levantou as taças da FPFS e da Liga Paraná, consolidando sua força. Já em 2024, voltou a comemorar com a conquista da Copa União.
Após atuar por anos em Laranjeiras do Sul, o clube transferiu sua sede para São João, no Sudoeste do Paraná, em 2025. O encerramento das atividades da equipe adulta foi comunicado diretamente ao editor do Futsal Paranaense. Para a temporada 2026, o Operário deve concentrar seus esforços nas categorias de base, priorizando a formação de atletas.
Fundado em 2010, o Foz Cataratas construiu uma trajetória vitoriosa e de grande relevância para o futsal estadual e nacional. Bicampeão paranaense em 2018 e 2019, o clube também acumula seis títulos estaduais na categoria sub-20. Na Liga Nacional de Futsal, onde estreou em 2017, obteve campanhas expressivas, com destaque para as semifinais em 2017 e 2021.
Por meio de comunicado oficial em suas redes sociais, o clube anunciou a suspensão das atividades da equipe principal. Apesar da pausa no profissional, o Foz Cataratas seguirá investindo nas categorias de base, mantendo o trabalho de desenvolvimento do futsal na região.
O Esporte Futuro vinha se consolidando como uma equipe competitiva nos últimos anos. Sua melhor campanha na Liga Nacional ocorreu em 2021, quando alcançou as oitavas de final. No Campeonato Paranaense, chegou às quartas de final em três temporadas consecutivas (2023, 2024 e 2025).
Embora o clube ainda não tenha se manifestado oficialmente, um forte indicativo da interrupção do projeto profissional é a decisão de não exercer o direito à vaga na Série Ouro, repassando-a para outra agremiação.
O afastamento momentâneo dessas equipes tradicionais evidencia a realidade desafiadora vivida pelo futsal paranaense. A situação acende um alerta sobre sustentabilidade financeira, apoio institucional e a necessidade de novos modelos de gestão para garantir a continuidade e o fortalecimento da modalidade no Estado.
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