
O Paraná teve a terceira melhor execução orçamentária de todo o Brasil em 2025. Cerca de 93% do orçamento proposto para o ano foi executado até o fim do exercício, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
O resultado foi um dos destaques do Relatório de Gestão Fiscal de 2025 apresentado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) em audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta terça-feira (24). O balanço do último quadrimestre também trouxe dados sobre investimentos, receita e demais despesas, reforçando o panorama positivo das finanças estaduais.
Conforme apresentado na audiência, o Paraná teve o sexto maior orçamento do Brasil, com um total atualizado de R$ 82,7 bilhões. Já as despesas liquidadas somaram R$ 77,1 bilhões, o equivalente a 93% do orçamento — um aumento de R$ 8,9 bilhões em relação a 2024, quando a execução ficou em 83%.
Para o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, o pódio nacional é fruto de uma política fiscal construída com planejamento e disciplina ao longo dos últimos anos. “Sempre pontuamos a necessidade de melhorar a qualidade do nosso planejamento orçamentário. Tínhamos números recordes, mas a entrega não acompanhava o mesmo ritmo. E, com o esforço de todos, mudamos isso drasticamente”, destacou.
“O acompanhamento passou a ser diário com órgãos para garantir um melhor ritmo de execução. Assim, o planejamento passou a orientar decisões, investimentos e prioridades — e isso se traduz em serviços públicos mais eficientes”, acrescentou.
O secretário explicou que o novo sistema de monitoramento da execução orçamentária adotado pela Secretaria da Fazenda tornou o processo mais eficiente e ritmado ao longo de todo o ano, evitando a concentração de despesas na reta final do ano, como acontecia no passado.
Dessa forma, o Paraná está apenas atrás do Amazonas e do Pará no cenário nacional e lidera o recorte regional, ocupando o 1º lugar no ranking do Cosud (Consórcio de Integração Sul e Sudeste), superando economias como São Paulo e Santa Catarina. “O resultado coloca o Paraná entre as unidades da federação com maior capacidade de transformar planejamento em obras e entregas concretas. O Estado mostrou que é possível fazer mais e melhor com responsabilidade”, disse Ortigara.
Esse bom planejamento orçamentário aparece também na forma de outro número — o de restos a pagar. Ao todo, foram R$ 4,1 bilhões empenhados e que não foram executados até o fim do exercício — valor 35% menor do que o registrado em 2024.
GASTO DE QUALIDADE– A melhora na execução orçamentária se reflete em uma melhora na qualidade dos gastos realizados pelo Estado. Exemplo disso é que, em 2025, o Paraná cumpriu todas as exigências constitucionais em educação, saúde e ciência e tecnologia.
No caso da educação, por exemplo, foram empenhados R$ 19,2 bilhões — o que corresponde a 33,54% da Receita Líquida de Impostos (RLI). A maior parte desse montante foi destinada para a valorização do magistério e em ações de desenvolvimento da educação básica.
Já no caso da saúde, foram R$ 7,1 bilhões empenhados (12,21% da RLI), com destaque para o fortalecimento da gestão hospitalar — ou seja, garantindo o bom atendimento à população em todo o Estado.
“Mais do que ampliar investimentos, o Estado conseguiu qualificar a aplicação dos recursos. O planejamento adequado catalisou as entregas para a população paranaense, sem desperdício de recursos”, explicou o diretor de Orçamento da Secretaria da Fazenda, Tadeu Cavalcante. “Essa é a fórmula do sucesso paranaense”.
OUTROS DESTAQUES– Ainda durante a audiência, o Ortigara ressaltou o valor recorde em investimentos obtido pelo Paraná em 2025. Foram R$ 7,18 bilhões empenhados ao longo do ano , valor cerca de 12% superior aos R$ 6,41 bilhões registrados em 2024 — e mais do que o dobro dos R$ 3,2 bilhões de 2018. O recorde também diz respeito aos investimento liquidados, ou seja, que foram efetivamente pagos. Foram R$ 5,95 bilhões frente aos R$ 3,3 bilhões do ano anterior.
Mín. 17° Máx. 30°