
O vice-prefeito de Cascavel, Henrique Mecabô, assinou o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, protocolado ontem (09), pelo Partido Novo, no Senado Federal.
Para além do trabalho intenso e destacado na administração municipal, o jovem economista e cientista político tem sido uma das principais vozes da direita paranaenses críticas a conduta dos integrantes da Suprema Corte. Mecabô tem se posicionado ativamente em defesa da liberdade, do equilíbrio entre poderes e contra abusos e autoritarismos do judiciário.
O pedido de impeachment, protocolado ontem, foi construído de forma embasada juridicamente, levando em conta as recentes revelações que vinculam diretamente o ministro Alexandre de Moraes aos escândalos do Banco Master.
“Assinei o pedido de impeachment, representando, juntamente com os meus amigos Deltan Dallagnol e Jeffrey Chiquini, todos os paranaenses que querem um basta nas atrocidades que estão sendo cometidas pelas togas de Brasília, em especial pelo Moraes. Não podemos admitir intocáveis. A lei é para todos e deve ser ainda mais exemplar para quem deveria ser referência de moralidade e ética, como é o caso de um ministro do STF”, pontua Mecabô.
A denúncia protocolada destaca as recentes revelações de mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
“Esperamos que o Senado saia da covardia e do aparente conluio imoral, abrindo este processo de impeachment. A nossa República sangra enquanto a lei é relativizada e uma ditadura do judiciário é normalizada. Mas a República é dos brasileiros e ninguém está acima dos interesses do povo”, complementa o vice-prefeito.
Mecabô explica que tem se posicionado de forma firme sobre temas urgentes do Brasil, mesmo como vice-prefeito, por sua responsabilidade como liderança da nova política do Paraná. “A omissão e a covardia são combustíveis claros da velha política. O meu combustível segue sendo ser instrumento na política e isso passa por lutar as lutas que precisam ser lutadas. Não vou deixar de defender o que acredito, custe o que custar” pontua Mecabô.
O pedido de impeachament foi protocolado pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, acompanhado dos mandatários do Novo no Congresso Nacional e de lideranças de todo o Brasil.
O Senado já acumula outros 46 pedidos de afastamento de Moraes. Cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) dar andamento ou não às solicitações.
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