
A Polícia Civil do Estado do Paraná informou que uma operação policial foi realizada no dia 26 de fevereiro, na cidade de Santa Bárbara do Oeste (SP), vinculada às investigações de homicídio qualificado e ocultação de cadáver conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Icaraíma. O resultado operacional foi considerado positivo, com apreensões de materiais.
A diligência foi realizada de forma integrada, em conjunto com o 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia Militar do Estado de São Paulo (BAEP-SP).
A ação consistiu no cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão expedido pela Vara Criminal da Comarca de Icaraíma. A medida cautelar teve como objetivo localizar e apreender aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos e outros objetos que possam servir como prova das infrações penais investigadas.
Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Thiago Andrade Inácio, esta fase da operação busca ampliar as provas. “O objetivo principal desta fase da operação é angariar novos elementos de convicção, dispositivos e dados que contribuam efetivamente para a completa elucidação dos fatos investigados e a identificação de toda a dinâmica criminosa”, explicou.
Para preservar a integridade das provas e não comprometer as investigações, o inquérito segue em sigilo.
A Polícia Civil do Paraná informou ainda que todas as denúncias sobre o possível paradeiro dos suspeitos são verificadas imediatamente. Recentemente, equipes receberam a informação de que os foragidos Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Buscariollo estariam em um pesqueiro na cidade de Morro Agudo (SP).


A informação foi checada em ação conjunta com a Polícia Militar de São Paulo, mas os suspeitos não foram localizados no local indicado.
A Polícia Civil afirma que continua realizando diligências de campo e de inteligência, em cooperação com outras forças de segurança, para esclarecer totalmente o crime e localizar os investigados.
A chamada “Chacina de Icaraíma” ocorreu no dia 5 de agosto de 2025, na zona rural do município. Cinco homens foram mortos a tiros. Entre as vítimas estavam três cobradores de dívidas, além de outras duas pessoas ligadas à negociação.
As vítimas — Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Affonso, Robishley Hirnani de Oliveira e Rafael Juliano Marascalchi — chegaram à propriedade rural por volta das 12h30 de 5 de agosto para cobrar uma dívida. Elas foram recebidas a tiros de pelo menos cinco armas, entre elas um fuzil. Os disparos atingiram cabeça e tórax, causando morte imediata e afastando hipóteses de sequestro ou tortura.
Laudos indicam três disparos na cabeça de uma das vítimas e grande acúmulo de sangue na Fiat Toro usada pelo grupo, reforçando que o ataque ocorreu no momento da chegada. Marcas de tiros foram registradas na dianteira, traseira e lateral esquerda do veículo.
Áudios anexados ao inquérito mostram que, horas antes, as vítimas demonstravam receio pela presença de armas entre os devedores e cogitavam retornar ao local “para fazer dar certo”. Às 11h47, pouco antes da chacina, um dos homens relatou que os devedores “estavam se escondendo”.
Após as execuções, os corpos foram transportados na própria caminhonete até uma área de mata, onde foram enterrados às pressas. Partes do veículo foram encontradas na cova. Os cadáveres foram localizados em 18 de setembro com auxílio de drones, georadar e análises de terreno. Exames de necropsia confirmaram múltiplos ferimentos à bala, alguns a curta distância.
Após os assassinatos, os corpos foram ocultados na região da Mata do Tenente, no distrito de Vila Rica do Ivaí. Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Buscariollo,pai e filho, são apontados como suspeitos de participação no crime e seguem foragidos.
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