
O Cascavel Kayak Clube voltou a se destacar no cenário nacional após bons resultados na Copa do Brasil de Canoagem, disputada em Curitiba. A competição garantiu conquistas importantes para a equipe e classificações para o Campeonato Mundial de Canoagem Maratona, que será realizado na Argentina.
Além das medalhas e vagas internacionais, o projeto chama atenção pelo trabalho de formação de atletas e pela atuação em diferentes frentes, como canoagem de rendimento, paracanoagem e ações sociais, fortalecendo a modalidade em Cascavel.
Segundo o chefe da equipe, Juliano Gomes, o clube atua desde a iniciação esportiva até o alto rendimento, reunindo atletas jovens, competidores experientes e também participantes da paracanoagem. “É um trabalho que exige dedicação dentro e fora da água”, disse.
Um dos grandes destaques da equipe é a atleta Sophia Maria Bonito, que conquistou duas vagas para o Campeonato Mundial nas provas de K1 e K2 maratona. A canoísta conta que cresceu no meio do esporte, influenciada pela família e pelo treinador.
Nos últimos anos, Maria Bonito vem acumulando resultados importantes. Em 2023 representou o Brasil no Campeonato Sul-Americano, conquistando duas medalhas de prata e uma de bronze. Já em 2025 alcançou um dos maiores feitos da carreira ao se tornar campeã brasileira no K2. Agora, a meta é intensificar a preparação para o Mundial. “A vaga é o primeiro passo. Agora precisamos treinar forte para tentar buscar uma medalha”, destacou.
Outro nome que chamou atenção na competição foi o jovem Pedro Gomes, que também garantiu classificação para o Mundial. No entanto, ele não poderá disputar a prova por conta do regulamento, que exige idade mínima de 14 anos completos na data da competição. Apesar da frustração, o atleta vê a classificação como motivação para continuar evoluindo e tentar novamente na próxima temporada.
Além do Mundial, a equipe já projeta os próximos desafios do ano. Entre as principais competições do calendário estão a Copa do Brasil em Lagoa Santa (MG), o Campeonato Paranaense – que será realizado em Cascavel – e o Campeonato Brasileiro, previsto para o fim da temporada.
O clube também desenvolve trabalhos importantes de inclusão por meio da paracanoagem, com treinamentos adaptados para atletas com deficiência. Segundo Juliano Gomes, cada participante possui necessidades específicas, o que exige adaptações nos equipamentos e na metodologia de treinamento.
Outro projeto que vem ganhando destaque é o Dragon Boat, modalidade praticada em barcos coletivos. Em Cascavel, a iniciativa reúne mulheres que enfrentam ou já enfrentaram o câncer de mama, utilizando o esporte como forma de reabilitação física e apoio emocional.
De acordo com Maria Bonito, o projeto é inspirador e mostra a força do esporte na vida das pessoas. “São mulheres que estão passando por momentos difíceis, mas encontram no esporte uma maneira de seguir em frente”, afirmou.
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