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IAT resgata 29 cutias e 9 pacas de criadouro irregular em Cantagalo, no Centro-Sul

Espaço funcionava com licença ambiental vencida, oferecendo atendimento precário aos animais. A ação resultou na autuação com multas de R$ 67 mil ...

01/04/2026 às 15h35
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

O Instituto Água e Terra (IAT) concluiu nesta quarta-feira (1º), com o transporte e a destinação final, uma operação extensa que resultou no fechamento de um criadouro irregular e na apreensão de 38 animais, sendo 29 cutias (Dasyprocta spp.) e 9 pacas (Cuniculus paca), em Cantagalo, no Centro-Sul do Estado. O espaço estava com a Licença de Operação vencida e não cumpriu as exigências necessárias para a renovação. O responsável foi autuado, com multa de R$ 67 mil, e vai responder pelo crime ambiental.

A força-tarefa começou no dia 20 de março e contou com técnicos de diferentes regionais do órgão ambiental, braço da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

“Foi uma operação grande, desenvolvida pelo escritório regional do IAT em Guarapuava com o apoio da sede em Curitiba e dos escritórios regionais do Litoral e de Foz do Iguaçu. Além do número elevado de animais, as pacas são mamíferos agressivos, que não possuem um manejo simples, por isso foi necessário muito preparo para que as ações pudessem ser feitas com segurança, com a contabilização e avaliação clínica dos animais antes do transporte”, explica o médico veterinário do IAT, Pedro Chaves de Camargo.

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Durante a vistoria, foi constatado que o espaço que abrigava os animais estava operando com uma série de irregularidades, não oferecendo atendimento veterinário, alimentação adequada e controle zootécnico aos mamíferos. Além disso, não havia nenhuma documentação ou registro sobre a origem das pacas e cutias.

Ao todo, a operação resultou em um total de R$ 67 mil em multas. Do montante, R$ 59,5 mil são decorrentes das apreensões – R$ 500 a cada cotia e R$ 5 mil por paca, já que a espécie ameaçada no Estado. Já os R$ 7,5 mil restantes foram em razão da falta da documentação apropriada para o funcionamento do local.

Logo após a autuação, o órgão ambiental iniciou a logística de destinação dos animais para complexos devidamente licenciados, onde serão inseridos em programas de reprodução e refaunação, visando a reintrodução das espécies em seu habitat natural. O manejo terminará nos próximos dias.

“O nosso principal objetivo com essas operações é a proteção da fauna nativa. Então, sempre que possível, buscamos a reabilitação e a devolução desses animais à natureza. Não se trata de apenas coibir irregularidades, mas de garantir que os animais tenham o destino mais adequado possível, visando o bem-estar e a conservação das espécies”, destaca o técnico de Manejo e Meio Ambiente do escritório de Guarapuava do IAT, João Pedro dos Santos de Mello.

O processo de captura, avaliação veterinária, marcação e identificação do sexo dos animais foi feito por uma equipe composta por 10 servidores do Instituto, e contou com o auxílio de veterinários do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, na região Central do Estado. Em seguida, os animais foram encaminhados para três empreendimentos conservacionistas de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

“Continuaremos monitorando como está a cadeia reprodutiva dos animais dentro dos empreendimentos e averiguar, com base sem programas de conservação das espécies, como se dá a cadeia alimentar da região”, explica Camargo.

ESPÉCIES– A paca (Cuniculus paca) é um roedor de grande porte que vive em uma área extensa do País, mas é considerado em estado de vulnerabilidade no Paraná. Pode medir até 70 centímetros e pesa entre seis e 12 quilos. Possui pelos duros e eriçados, variando a coloração entre o vermelho e o cinza-escuro, e com manchas brancas na lateral do corpo. Possui patas dianteiras com quatro dedos e traseiras com cinco, com garras e dentes incisivos afiados. Se alimenta de frutas, folhas, raízes e sementes.

Já a cutia (Dasyprocta spp.) é uma espécie que vive em florestas, cerrados e caatingas, normalmente próxima da água. Possui entre 49 e 64 cm de comprimento e pesa entre 1,5 e 5 quilos. Apresentam corpo coberto de pelos não espinhosos, cauda reduzida ou ausente e patas posteriores com três dedos. Comem frutos, brotos, sementes e raízes.

AJUDE A FAUNA– Ao avistar algum animal silvestre ferido ou para denúncias de atividades ilegais contra animais, entre em contato por meio da Ouvidoria do Instituto Água e Terra (IAT). Se preferir, ligue para o Disque Denúncia 181. Informe de forma objetiva e precisa a localização e o que aconteceu com o animal. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem fazer o atendimento.

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