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Megaoperação atinge Cascavel, Marechal, Medianeira e mais 24 cidades em cinco estados

Investigação de três anos identifica grupo nacional que movimentou mais de R$ 2 bilhões em apostas clandestinas

08/04/2026 às 09h53 Atualizada em 08/04/2026 às 11h15
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Viaturas e equipes da Polícia Civil durante cumprimento de mandados em operação contra jogos ilegais Foto: Reprodução/Secom Paraná
Viaturas e equipes da Polícia Civil durante cumprimento de mandados em operação contra jogos ilegais Foto: Reprodução/Secom Paraná

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma megaoperação para desarticular um grupo de atuação nacional voltado à exploração de jogos de azar, com ações em cidades como Cascavel e Marechal Cândido Rondon, além de outros municípios do Paraná e de quatro estados. A ofensiva ocorre entre terça-feira (7) e quarta-feira (8) e já resultou na prisão de 55 pessoas.

A operação é realizada em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR) e envolve mais de 330 policiais civis e três aeronaves. Ao todo, estão sendo cumpridas 371 ordens judiciais, incluindo 85 mandados de prisão preventiva, 102 de busca e apreensão e 184 bloqueios de contas bancárias, com objetivo de sequestrar R$ 1,5 bilhão.

As ações no Paraná ocorrem em diversas cidades, entre elas Campo Mourão, Maringá, Londrina, Curitiba, Cascavel, Marechal Cândido Rondon e Medianeira. Também há operações em municípios de São Paulo, Goiás, Santa Catarina e Pará.

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Bens apreendidos e estrutura do grupo

A PCPR também cumpre o sequestro de 132 veículos avaliados em mais de R$ 11 milhões, 111 imóveis avaliados em mais de R$ 32,9 milhões e mais de cem cabeças de gado, que somam mais de R$ 43,9 milhões. Além disso, 21 sites de apostas ilegais foram retirados do ar.

Entre os presos estão lideranças do grupo, dois vereadores e integrantes dos núcleos financeiro e operacional. A investigação, que durou mais de três anos e começou em Grandes Rios, analisou mais de 2,6 terabytes de dados e cerca de 520 mil operações financeiras.

Investigação e funcionamento

Segundo a PCPR, o grupo movimentou mais de R$ 2 bilhões por meio de 522 mil transações. A organização utilizava fintechs e contas bancárias de terceiros para ocultar a origem dos valores.

De acordo com o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, os investigados estruturaram um conglomerado empresarial com atuação em diversos estados. “Estes são os dois maiores grupos em atuação no Brasil, que se associaram em uma engrenagem criminosa voltada para a prática de diversos tipos penais”, afirmou.

O grupo atuava há mais de 10 anos, com milhares de pontos de exploração de jogos ilegais, incluindo cerca de 15 mil ligados ao jogo do bicho. A estrutura incluía núcleos de gestão, financeiro, tecnológico e operacional, além da criação de empresas de fachada para lavagem de dinheiro.

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