
A condução de veículos sob o efeito de bebidas alcoólicas continua sendo uma das principais causas de acidentes e comportamentos de risco nas vias públicas, segundo dados divulgados pela autarquia municipal de trânsito Transitar. O órgão adverte que mesmo uma pequena quantidade de álcool no organismo é capaz de provocar consequências fatais. O balanço do primeiro quadrimestre de 2026 revela um cenário preocupante, com o registro de 58 infrações por embriaguez ao volante e 102 casos de recusa ao teste do bafômetro, exame clínico ou procedimentos correlatos previstos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Os números atuais acendem um sinal de alerta quando comparados ao balanço consolidado de todo o ano de 2025, período em que o município contabilizou 105 autuações por dirigir sob o efeito de álcool e 67 recusas ao teste. O aumento expressivo nas negativas de motoristas em realizar o exame neste início de ano motivou o reforço nas ações educativas e de fiscalização conduzidas pelas autoridades locais.
A coordenadora do setor de Educação de Trânsito da Transitar, Luciane de Moura, esclarece que a ingestão de substâncias alcoólicas compromete diretamente as funções essenciais para o comando de um automóvel. De acordo com a especialista, a substância altera as capacidades físicas, mentais, motoras e comportamentais do condutor, diminuindo drasticamente os níveis de atenção e de concentração necessários no fluxo viário.
As análises técnicas apontam que o consumo de álcool afeta os reflexos, fazendo com que o motorista demore mais tempo para efetuar uma frenagem de emergência ou para reagir de maneira ágil diante de uma situação imprevista de perigo. O comportamento psicológico também sofre modificações prejudiciais. "O álcool traz uma falsa sensação de confiança", explica Luciane de Moura, ressaltando que o indivíduo tende a se tornar mais impulsivo, a exceder os limites de velocidade permitidos e a realizar ultrapassagens arriscadas, gerando ameaças para si e para terceiros.
No âmbito legal, o CTB estabelece penalidades severas para coibir a prática. A punição para quem é flagrado dirigindo sob efeito de álcool ou se recusa a fazer o teste inclui uma multa administrativa no valor de R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir pelo período de 12 meses e a retenção do veículo. Caso o condutor seja reincidente na mesma infração dentro de um intervalo de 12 meses, o valor da multa é aplicado em dobro. Conforme a legislação, se o teste do bafômetro apontar uma alta concentração de álcool por litro de ar alveolar, a conduta é enquadrada também como crime de trânsito.
A divulgação dos dados coincide com a mobilização da Campanha Nacional Maio Amarelo, que em 2026 adota o tema oficial “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. A iniciativa busca sensibilizar a sociedade sobre a importância mútua do cuidado e do respeito às normas de circulação para a preservação de vidas.
Diante disso, a Transitar salienta que as atividades pedagógicas desempenham um papel fundamental na prevenção de sinistros nas ruas e avenidas. Para intensificar o impacto da campanha, a administração municipal estruturou um cronograma especial de ações integradas com diversas entidades e instituições locais, promovendo debates e dinâmicas voltadas à conscientização de diferentes públicos sobre a responsabilidade e a adoção de condutas seguras nas vias urbanas e rodovias.
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