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Especialistas discutem desafios e estratégias de enfrentamento da hanseníase no Paraná

Promovido pela Secretaria Estadual da Saúde, o Simpósio de Hansenologia do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná e reforçou a importância d...

26/05/2026 às 17h50
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: SESA
Foto: SESA

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) promoveu nesta terça-feira (26), em Curitiba, o IV Simpósio de Hansenologia do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR). O evento aconteceu e reuniu especialistas, profissionais da saúde, pesquisadores e equipes multiprofissionais.

O objetivo do simpósio é discutir os avanços, desafios, estratégias de enfrentamento da hanseníase e reforçar a importância do diagnóstico precoce e do cuidado integral aos pacientes. Além disso, celebrou a trajetória histórica do hospital de dermatologia, referência estadual no atendimento especializado e acompanhamento de pessoas acometidas pela doença.

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Com o tema “Raízes do cuidado – A Jornada Centenária do HDSPR", a programação abordou temas ligados à vigilância, atenção primária, suporte psicológico, teleconsultoria, avaliação de contatos e produção científica sobre a hanseníase.

Entre os destaques esteve a apresentação do Plano Estratégico de Enfrentamento à Hanseníase no Paraná 2025-2030, conduzida pela diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes. ”Iniciativas como o simpósio são fundamentais para fortalecer a qualificação das equipes de saúde, ampliar a capacidade de identificação precoce dos casos e reduzir o estigma historicamente associado à doença”, afirmou Maria Goretti.

O evento contou ainda com palestras sobre o cenário nacional da hanseníase, avanços e desafios no Brasil, além de debates clínicos com especialistas do HDSPR, Ministério da Saúde, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Núcleo de Telessaúde e Instituto Aliança contra a Hanseníase.

DADOS X DOENÇA– A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Embora tenha tratamento e cura, o diagnóstico tardio ainda representa um desafio e pode causar incapacidades físicas permanentes, além de impactos sociais e emocionais.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil está em primeiro lugar no mundo em incidência de hanseníase e em segundo lugar em número absoluto de casos, atrás apenas da Índia, que tem mais de 1,3 bilhão de habitantes.

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em 2025 foram diagnosticados no Paraná 421 novos casos. Somando as que contraíram a doença nos últimos três anos, 820 pessoas estão atualmente em tratamento, sendo acompanhadas pelo serviço de saúde.

O Estado conta com o Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, localizado em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. Foi inaugurado em 1926, com o intuito de atender exclusivamente pessoas com hanseníase. Hoje, sob gestão da Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), é referência estadual no tratamento da hanseníase e tem oferta de outros serviços especializados.

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