
O Museu de Arte de Cascavel (MAC) abre as portas ao público neste sábado (30), a partir das 15h, para a estreia da exposição intitulada “6 Individuais”. A mostra coloca em evidência a produção contemporânea de seis artistas com trajetórias e linguagens visuais distintas, abrangendo técnicas como pintura, cerâmica, escultura e experimentações visuais. Organizada com o apoio institucional da Secretaria Municipal de Cultura de Cascavel, a temporada de visitação pública permanecerá aberta no espaço cultural até o dia 26 de julho.
A curadoria do projeto é assinada pelo artista e educador paranaense Edilson Viriato. De acordo com a proposta conceitual da exposição, as obras selecionadas constroem recortes poéticos diferenciados, mas que se mantêm conectados a partir de uma investigação sensível direcionada à forma e aos nuances da experiência humana. A reunião das peças busca traçar um panorama de como diferentes origens e formações dialogam com o cenário da arte contemporânea atual.
O circuito da mostra apresenta o conjunto de trabalhos “Deserto do Futuro”, de autoria da artista catarinense Cassia Luzi Vàz, que desenvolve uma pesquisa pictórica fundamentada no tensionamento entre suportes tradicionais e ferramentas digitais, provocando reflexões sobre tecnologia, matéria e percepção. A cerâmica artística ganha espaço com o rio-grandense José do Amaral e sua série “Mutualismo”. O trabalho do ceramista carrega influências de sua formação técnica obtida na Argentina, estruturando uma aproximação estética entre elementos orgânicos e formas estruturadas.
A representação do Paraná e do Rio Grande do Sul na exposição é complementada por outras quatro visões artísticas. A curitibana Jociane Lesuk exibe a coletânea “A Arte como testemunha do corpo como sentença”, que estabelece diálogos críticos com a figura humana, cruzando fronteiras com debates éticos, ambientais e sociais. De Cornélio Procópio, a artista Nilva Rossi apresenta a série “Des-Forma”, caracterizada pela fusão de linguagens onde a pintura, a cerâmica e a escultura se amalgamam em composições de caráter matérico acentuado.
Por fim, o fechamento das individuais no museu se dá com as obras “Silêncios e Paisagens Interiores”, da gaúcha Maria Bado, profissional que iniciou suas experimentações no tradicional Atelier Livre Xico Stockinger, em Porto Alegre, e com a série “Campos Espaços”, desenvolvida pelo curitibano João Coviello, cuja atuação como artista e pesquisador nos campos da Filosofia e da História da Arte aproxima de forma direta a reflexão teórica estética da execução e da produção visual de suas peças.
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