
Criar condições para que a indústria paranaense, que já é uma das principais do país, ganhe competitividade e contribua ainda mais para o desenvolvimento econômico e social do Estado. Foi com esse objetivo que a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) lançou a proposta de Política Industrial para o Paraná (PIP), documento que aponta uma série de diretrizes, estratégias e ações para aprimorar o ambiente de negócios e tornar o território paranaense ainda mais atrativo para investimentos industriais.
A PIP foi apresentada oficialmente no dia 25 de agosto, durante a Expo + Indústria 2026, feira promovida pelo Sistema Fiep. Na ocasião, a proposta foi entregue aos principais candidatos que concorrem ao governo do Estado nas eleições deste ano.
O presidente interino do Sistema Fiep, Virgílio Moreira Filho, explica que a atual gestão da entidade estabeleceu como propósito transformar o Paraná no melhor lugar para a indústria no Brasil. Para alcançar essa meta, é necessário um planejamento que ultrapasse ciclos eleitorais. “Precisamos construir uma visão de longo prazo que seja capaz de atravessar governos e orientar decisões estratégicas para o desenvolvimento do nosso Estado. Foi com essa convicção que a construção da PIP se tornou uma das prioridades de nossa diretoria”, afirma.
A PIP é resultado de um processo de escuta desenvolvido pela Fiep desde 2024. A Federação realizou ciclos dos Fóruns Regionais da Indústria e oficinas temáticas em todo o Paraná, ouvindo empresários, sindicatos industriais e lideranças locais. O trabalho incorporou ainda contribuições dos Conselhos Temáticos, Setoriais e Regionais da entidade e retornou às regiões neste ano para validação das prioridades.
A proposta está organizada em quatro eixos: condições institucionais; dinamização econômica; infraestrutura produtiva; e produtividade e capacidades. Entre os temas contemplados estão segurança jurídica, simplificação burocrática, tributação competitiva, atração de investimentos, financiamento, inserção internacional, segurança energética, logística, conectividade, sustentabilidade, capital humano, atualização tecnológica, inovação e transformação digital.
Para a Fiep, um dos pontos centrais é a criação de uma governança que assegure a efetiva implantação da política, com participação do poder público, do setor produtivo e da sociedade civil. “Uma política de longo prazo precisa ter continuidade, precisa ter metas, precisa ser acompanhada e, principalmente, precisa ser um compromisso de Estado, e não apenas de um governo”, completa.

