
A Defesa Civil Estadual iniciou nesta terça-feira (8), em Cascavel, uma nova etapa de atualização do mapeamento das áreas com risco iminente no município. O trabalho atende a uma solicitação da Defesa Civil do Paraná para revisar os pontos de atenção existentes em todo o Estado.
Nesta primeira etapa, equipes estaduais e municipais monitoraram áreas próximas às ruas Pedro Baú, Marechal Cândido Rondon e Salgado Filho. Os locais são atravessados por nascentes e cursos d’água.
O levantamento conta com o apoio de drones, que permitem ampliar a visualização do terreno e das áreas próximas. As imagens serão utilizadas para identificar situações que possam oferecer riscos e atualizar o diagnóstico do município.
Segundo o cabo Cleiton Fergs, do Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual, o material também poderá ser utilizado no planejamento de ações futuras.
“Esse trabalho gera um registro que, no futuro, pode subsidiar políticas públicas para a cidade. Com o drone, conseguimos ter uma dimensão mais ampla da área e também identificar situações que, a partir de uma análise apenas no local, talvez não fossem percebidas da mesma forma”, explica.
Entre os riscos avaliados estão alagamentos, inundações e deslizamentos. Em um dos pontos vistoriados nesta terça-feira, a proximidade com o leito de um rio foi identificada como fator de atenção, principalmente durante períodos de chuvas intensas.
O levantamento também permite uma análise inicial da ocupação existente no entorno das áreas monitoradas. As informações obtidas durante os sobrevoos ainda serão verificadas em conjunto com os órgãos competentes.
Atualmente, Cascavel possui 77 pontos cadastrados. A atualização deverá indicar quais locais continuam apresentando risco, quais deixaram de representar perigo e se existem novas áreas que precisam ser incluídas no cadastro.
Além da atualização do diagnóstico, as informações poderão subsidiar projetos e intervenções destinados à redução dos riscos.
Um exemplo é a região entre as ruas Marechal Cândido Rondon e 7 de Setembro, que já possui um projeto elaborado pelo Município de Cascavel e vinculado ao Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). O processo está em tramitação junto à Defesa Civil Estadual.
“Esse levantamento serve como um referencial para que, no futuro, sejam desenvolvidos trabalhos e obras de engenharia capazes de mitigar os riscos existentes nessas áreas”, afirma Cleiton.
Depois da definição dos pontos que permanecerão no cadastro, a Defesa Civil Municipal deverá realizar o recadastramento das famílias que vivem nas áreas identificadas.
O novo cadastro deverá reunir informações para auxiliar o atendimento em eventuais situações de emergência. Entre os dados previstos estão a presença de idosos, pessoas com deficiência ou acamadas, além de animais e outras condições que possam exigir atenção específica.
As informações também serão utilizadas para definir prioridades e facilitar a atuação conjunta de órgãos como assistência social, saúde e Corpo de Bombeiros.
Outra frente prevista é a avaliação dos locais que poderão funcionar como abrigos em situações de emergência. A partir da próxima semana, equipes da Defesa Civil e da Assistência Social devem iniciar vistorias nesses espaços.
A atualização do mapeamento faz parte do plano de ação desenvolvido pelo Município desde julho, seguindo uma recomendação da Defesa Civil Estadual. O planejamento prevê a preparação dos diferentes setores para uma atuação conjunta diante de possíveis eventos climáticos, especialmente relacionados ao El Niño.
“É uma preocupação do Município e uma determinação do prefeito Renato Silva que estejamos preparados para qualquer evento. As defesas civis precisam trabalhar com planejamento, sabendo quais ações serão necessárias e promovendo a integração entre os setores municipais, estaduais, outros órgãos e a sociedade civil organizada”, destaca o coordenador da Defesa Civil Municipal, Nei Haveroth.

