
O nível do Rio Paraná apresenta queda gradual, mas a situação da cheia ainda exige atenção. Nesta terça-feira (3), o rio chegou a 114,23 metros acima do nível do mar, enquanto aproximadamente 220 famílias paraguaias permanecem em abrigos, sem autorização para voltar para casa.
A orientação da Comissão Especial de Cheias da Itaipu Binacional é que os moradores aguardem até que as condições sejam consideradas seguras. A previsão de novas chuvas nos próximos dias mantém o alerta.
Os modelos meteorológicos indicam possibilidade de chuvas fortes na quarta-feira (4) e na sexta-feira (6). Mesmo com a redução do nível do rio, a situação pode mudar conforme o volume e a localização das precipitações.
A engenheira Mariana Werlang, integrante da Comissão Especial de Cheias de Itaipu, explica que o comportamento das chuvas exige acompanhamento constante.
“Trabalhamos com previsões, mas as condições são muito dinâmicas. As chuvas podem variar bastante de intensidade e de local. Por isso, é importante mantermos esse monitoramento permanente”, afirmou.
Segundo a comissão, os dias sem chuva ajudam na recuperação das áreas atingidas e favorecem a redução do nível do rio. A avaliação para o retorno das famílias, no entanto, depende também das condições previstas para os próximos dias.
Os volumes registrados em outubro tiveram influência na elevação do Rio Paraná. Em alguns períodos, foram registrados até cinco dias consecutivos de chuva.
As precipitações mais intensas ocorreram principalmente na área do reservatório de Itaipu e na região do Rio Iguaçu, que também influencia o nível do Paraná.
Por isso, a queda observada nas medições diárias não é suficiente, por si só, para liberar o retorno dos moradores. A avaliação considera o comportamento dos rios e a possibilidade de novas elevações.
A Itaipu Binacional mantém medidas operacionais para ajudar a reduzir os impactos da cheia. Entre elas está o controle da defluência, termo utilizado para definir a quantidade de água liberada pelo reservatório.
A redução da vazão contribui para diminuir o nível do Rio Paraná na estação de medição da Ponte da Amizade.
Outro fator considerado favorável é a diminuição da vazão do Rio Iguaçu, que também interfere nas condições hidrológicas do Paraná.
Apesar da tendência de queda, Itaipu ainda não considera encerrado o episódio de cheia. A permanência das famílias nos abrigos é uma medida preventiva diante da possibilidade de novas precipitações.
A liberação do retorno depende da evolução do nível do rio e das condições de segurança nas áreas atingidas.
A recomendação é que os moradores acompanhem as atualizações oficiais e sigam as orientações da Defesa Civil. Os dados sobre o comportamento dos rios estão disponíveis no Boletim Hidrológico, no site da Itaipu Binacional.