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Aplicação de tecnologia de borracha líquida na Conab aponta redução de até 23˚C em armazéns 

Solução utilizada na etapa de impermeabilização gerou impacto imediato no conforto térmico e na conservação dos grãos na unidade de Ponta Grossa. Resultado é fruto da parceria entre a Itaipu, Conab e Unops

04/02/2026 às 08h38
Por: Celso Romankiv Fonte: Assessoria
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Equipe técnica do UNOPS monitora a temperatura dos armazéns diariamente. Foto: Fabrício Zvir/Unops.
Equipe técnica do UNOPS monitora a temperatura dos armazéns diariamente. Foto: Fabrício Zvir/Unops.

A reforma e modernização da Unidade Armazenadora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em Ponta Grossa (PR) já apresenta resultados expressivos na primeira fase de suas obras, viabilizadas pelo acordo de cooperação entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), organismo da ONU especializado em infraestrutura, com financiamento da Itaipu Binacional. 

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A primeira fase, focada na impermeabilização e pintura técnica dos armazéns, utiliza tecnologias avançadas para solucionar problemas antigos de absorção de calor e infiltrações. O monitoramento recente das estruturas revelou que a intervenção gerou uma redução drástica na temperatura interna, comprovando a qualidade da implementação de soluções com os padrões técnicos mais elevados na área de infraestrutura.

À esquerda, dois armazéns já avançados em impermeabilização, em contraste com os demais ainda sem limpeza na Unidade de Ponta Grossa. Foto: Divulgação/RenovaTech.

Nesta etapa, foi aplicada uma tecnologia de impermeabilização baseada em borracha líquida com grafeno, capaz de garantir proteção por pelo menos uma década. "Não se trata de uma pintura tradicional. Com este tipo de solução, criamos uma camada flexível que acompanha a dilatação da estrutura sem rachar, garantindo vedação total contra a água e umidade por dez anos.", destaca Bruno Ruchinski associado de Engenharia Civil do Unops.

Antes da obra na Unidade de Ponta Grossa, as superfícies de concreto e as telhas metálicas acumulavam fuligem e calor, comprometendo a armazenagem de grãos. A eficácia da solução ficou evidente nos testes comparativos realizados pela equipe técnica, uma vez que em um dia de grande amplitude térmica (manhã fria e tarde quente), foi possível observar que, no fim da manhã, enquanto a superfície de um armazém antigo registrava 42˚C, a estrutura modernizada marcava apenas 19˚C. Essa diferença é resultado do isolamento térmico, que mantém um "bolsão" de ar fresco dentro do silo tratado.

Benefícios em segurança e qualidade 

A queda de temperatura traz impactos diretos para a segurança do trabalho, fator monitorado de perto pela equipe técnica do projeto. Segundo Juliano Chandretti, associado de HSSE do Unops, a redução do calor é uma medida essencial para a segurança e preservação da saúde, onde a dissipação térmica é difícil. "Quando o calor não é controlado, aumentam significativamente os riscos de estresse térmico, fadiga e erros operacionais, o que em espaço confinado pode ter consequências graves", enfatiza. 

Para quem vivencia o dia a dia da unidade, a mudança no ambiente é imediata. "Com a temperatura interna menor, a produção da equipe melhorou, proporcionando um rendimento operacional superior", salienta Renato Carneiro de Paula, encarregado do setor operacional da UA de Ponta Grossa. 

Para a Conab, a aplicação da nova tecnologia de impermeabilização também oferece ganhos financeiros e de qualidade dos grãos, uma vez que o aquecimento pode iniciar processos de fermentação que exigem o uso de produtos químicos perigosos, como pastilhas de fosfina, para controle de pragas. Ao manter o armazém naturalmente mais frio, reduz-se ou elimina-se a necessidade desses produtos tóxicos, garantindo um grão de maior qualidade, livre de resíduos e com maior valor de mercado. 

Além disso, o ganho em eficiência operacional é outro benefício apontado pelo gerente da UA da Conab de Ponta Grossa, João Francisco Slusarz. "A condensação no interior diminui, e a ventilação para a aeração dos grãos armazenados passa a ser menos demandada, gerando uma economia de energia elétrica significativa", ressalta.

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