
A história do paraciclista Luis Steffens é marcada por superação desde 2008, quando sofreu um grave acidente após ser atropelado. A lesão comprometeu a mobilidade da perna e mudou completamente sua rotina. O que poderia representar o fim da prática esportiva acabou se tornando o início de uma nova trajetória. Durante o processo de recuperação, ele encontrou na bicicleta uma forma de reabilitação. “A bike me ajudou muito nesse processo”, relembra. Antes do acidente, ele já praticava esportes, mas foi somente depois da recuperação que o ciclismo se tornou prioridade.
Em 2011, participou da primeira competição, em Foz do Iguaçu, conquistando um sexto lugar. “Eu me senti muito bem e fiquei por um pouquinho do pódio. Ali eu vi que era isso que eu queria”, conta. No ano seguinte, veio o primeiro grande resultado: o título na categoria amadora. Atualmente competindo na categoria MC4, destinada a atletas com deficiência física, ele representa a APAC (Associação dos Paratletas de Cascavel) e figura entre os principais nomes da modalidade no país.
Na temporada de 2025, Luis viveu um dos melhores momentos da carreira. Com apoio do programa Proesporte, conseguiu retornar às competições internacionais e disputar a Copa do Mundo na Bélgica, enfrentando atletas de elite. “Poder competir com um nível muito mais forte e ainda estar ali brigando de frente me deixou muito feliz”, destaca. Além da Copa do Mundo, ele conquistou medalhas em campeonatos brasileiros de pista e estrada, participou de seletivas da seleção brasileira e foi convocado para o Mundial de Paraciclismo no Rio de Janeiro. “Foi um ano extremamente eficiente, fruto de muito esforço e apoio dos patrocinadores”, resume.

Luis Steffens contou um poucoda sua história no podcast De Olho no Esporte Foto:JPB
Em 2026, a temporada já começou com desafio internacional no Campeonato Pan-Americano. O paranaense ficou entre os dez melhores em várias provas e quase subiu ao pódio. “Fiquei muito perto da medalha. Isso dá ainda mais motivação para seguir evoluindo”, avalia. As disputas envolvem provas de pista e estrada, com características distintas. “Na pista é mais velocidade e potência. Já na estrada é resistência, tem prova de até duas horas”, detalha. A preparação inclui treinos intensos, muitos realizados em casa com tecnologia específica.
O próximo compromisso será neste fim de semana, nos Jogos Paradesportivos do Paraná (Parajaps), em Foz do Iguaçu, onde ele disputará a prova de Contra Relógio no sábado (28) e de Resistência, no domingo (29). A intenção da Apac, nessa competição, é que o Luís possa somar pontos para contribuir no ranking geral da disputa entre equipes. “É um evento que participo desde 2016 e evoluiu muito ao longo dos anos”, comenta.
Na sequência, o calendário segue cheio, com Copa Brasil, campeonatos nacionais e novas etapas internacionais. A meta é continuar somando pontos e buscar vaga em competições mundiais. Mais do que resultados, ele deixa uma mensagem de superação. “Por mais difícil que pareça, ainda há muito o que se fazer. Se você tem vontade de viver, siga em frente e busque alternativas”, conclui.
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