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Programa Olho Vivo ajuda a solucionar 149 crimes só em março no Paraná

Os crimes elucidados pelas polícias Militar e Civil com auxílio da plataforma incluem homicídio, tráfico de drogas, roubo, estupro e estelionato. ...

08/04/2026 às 08h25
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

As forças de segurança do Paraná alcançaram no mês de março a marca de 149 casos criminais solucionados, 88 veículos recuperados – entre eles 24 clonados – e 107 prisões com o apoio do programa Olho Vivo, solução tecnológica baseada em inteligência artificial que atua como um assistente de investigações. Os crimes elucidados pelas polícias Militar e Civil com auxílio da plataforma incluem homicídio, tráfico de drogas, roubo, estupro e estelionato.

Os resultados acompanham uma curva de crescimento acelerada. Em janeiro, foram cerca de 20 ocorrências solucionadas com apoio do sistema. Em fevereiro, o número mais que dobrou, chegando a 46. Março registrou três vezes mais casos resolvidos. A eficiência amplia à medida que a cobertura da plataforma se expande, os fluxos de trabalho entre as equipes amadurecem e os treinamentos são concluídos.

De maneira geral, as mil câmeras instaladas nos 22 municípios nessa etapa ajudaram a solucionar 223 casos, com 152 prisões e 127 veículos recuperados desde o lançamento oficial, no fim do ano passado. A plataforma amplia a agilidade no atendimento a ocorrências, reduz o tempo de elucidação e aumenta a efetividade do policiamento ao integrar tecnologia ao trabalho de equipes de inteligência, investigação e policiamento ostensivo.

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Na prática, ela combina inteligência artificial com o trabalho integrado de diferentes forças de segurança. A partir de informações parciais fornecidas por vítimas e policiais – como fragmentos de placa, modelo, cor ou características visuais de um veículo –, o sistema realiza buscas automatizadas em imagens de câmeras de monitoramento e cruza dados entre diferentes bases, permitindo localizar veículos e identificar suspeitos com maior rapidez.

O diferencial está na integração. A tecnologia não substitui o trabalho policial, mas amplia seu alcance: alertas gerados pela plataforma são compartilhados em tempo real entre equipes e municípios, direcionando o policiamento nas ruas com base em dados concretos. Processos que antes dependiam de buscas manuais e cruzamentos demorados agora ocorrem de forma automatizada, encurtando o tempo entre a ocorrência de um crime e a ação policial.

CASOS– Em março, alguns casos chamaram a atenção. Em Cascavel. equipes de segurança usaram o Olho Vivo para acompanhar um veículo vinculado a uma série de ocorrências ao longo de quase duas semanas – tentativas de furto, roubo a comércio e disparo de arma de fogo. O monitoramento contínuo permitiu conectar crimes que, isoladamente, dificilmente seriam associados, levando à prisão dos envolvidos.

Em Ponta Grossa, após um furto qualificado em residência, equipes de inteligência identificaram o veículo usado na ação a partir de imagens de câmera com resolução insuficiente para leitura da placa. Com apoio do sistema, cruzaram dados, rastrearam o deslocamento do automóvel entre municípios e prenderam um dos envolvidos em Curitiba.

Já em Sarandi, no Noroeste, a plataforma alertou sobre um veículo clonado com registro de furto em circulação na região. Com base na informação, os policiais direcionaram o patrulhamento, realizaram a abordagem e recuperaram o veículo antes que um novo crime fosse cometido.

EVOLUÇÃO DO PROGRAMA– O Olho Vivo alcançou a marca de mil câmeras instaladas em diversas cidades do Paraná. Na sequência da instalação, policiais militares dos batalhões regionais estão passando por treinamentos para uso da plataforma.

Ele é coordenado de forma integrada pela Secretaria da Segurança Pública, Secretaria das Cidades e pela Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados, com arquitetura tecnológica desenvolvida para operar em larga escala e em conformidade com a Lei Geral de Proteção aos Dados Pessoais (LGPD). O objetivo é chegar a 26,5 mil câmeras instaladas em parceria com as prefeituras. O recurso será a fundo perdido, sem necessidade de devolução por parte das gestões municipais.

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