
A Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento Econômico de Marechal Cândido Rondon, Cercar, realizou mais um encontro com associados na noite desta quarta-feira (29), na sede da Associação Recreativa Esportiva Cercar. Foi o oitavo encontro promovido pela atual diretoria, com o objetivo de ampliar o diálogo, apresentar ações da cooperativa e fortalecer a aproximação com os associados.
A iniciativa complementa as informações já apresentadas anualmente nas assembleias, mas em um formato mais informal, com espaço para orientações, esclarecimentos e confraternização. Mesmo com a chuva, associados participaram da reunião, que contou com a presença do presidente Celso Prediger, do vice-presidente Sergio Luis Barbian, do diretor secretário Romeu Hepp, do gerente geral João Pletsch, do gerente de energia Alex Mielke, além de outros diretores, conselheiros e colaboradores.
Na abertura das falas, Alex Mielke abordou temas ligados ao setor de energia, com destaque para a geração fotovoltaica, troca de medidores, leitura de consumo e canais de atendimento. Ele reforçou que a cooperativa não indica empresas de energia solar, mas orienta os associados a analisarem contratos, propostas e expectativas de retorno antes de qualquer investimento. Segundo ele, a principal preocupação da Cercar é prestar informação de forma isenta e proteger o associado de decisões mal avaliadas.
Alex também destacou a importância de o associado procurar diretamente a cooperativa em caso de dúvida, falta de energia ou problemas na leitura. Conforme explicou, a comunicação rápida ajuda a equipe a identificar ocorrências e agilizar o atendimento.

O gerente geral João Pletsch lembrou que a Cercar completará 53 anos no dia 14 de junho. Fundada em 1973 por 35 associados, a cooperativa nasceu com a missão de levar energia elétrica ao meio rural e estimular o desenvolvimento socioeconômico de sua área de atuação.
Ao longo das décadas, a Cercar ampliou suas atividades, estruturou loja, supermercado, setor de energia e investiu na geração própria, com a Pequena Central Hidrelétrica Moinho, inaugurada em 2015. Hoje, segundo os dados apresentados no encontro, a cooperativa conta com 180 funcionários, 1.792 associados e 2.218 ligações. No ano passado, forneceu 56 milhões de kWh e alcançou faturamento de R$ 120 milhões em seus diferentes setores.
João também mencionou a ampliação de parcerias comerciais, como a representação de produtos elétricos da Tramontina no Oeste do Paraná, além dos estudos para ampliação da loja e melhorias nos sistemas de atendimento do plantão de energia.

Um dos pontos destacados foi a negociação com a Copel para ampliar a atuação da Cercar na manutenção da rede de alta tensão em áreas onde há associados atendidos. A expectativa apresentada é de que a parceria permita respostas mais rápidas em situações de falta de energia, especialmente no interior, onde interrupções prolongadas geram transtornos para famílias e atividades produtivas.
O presidente Celso Prediger destacou que a atual diretoria dá continuidade ao trabalho construído ao longo de décadas, mas também buscou inovar em campanhas, ações comerciais e iniciativas sociais. Entre as ações citadas estão visitas às escolas do interior, com entrega de presentes a alunos, professores, diretores e colaboradores, além de visitas periódicas ao Lar Rosas Unidas.
Celso também ressaltou a campanha de arrecadação em favor da Uopeccan, com contribuição mensal de R$ 2 por associado. Segundo ele, a mobilização da Cercar está entre as mais expressivas de Marechal Cândido Rondon e reforça o papel social do cooperativismo.

Ao fazer um balanço da gestão, o presidente afirmou que a Cercar vive um momento de estabilidade, sem dívidas e sem financiamentos, mantendo uma administração com “pés no chão”. Segundo ele, a cooperativa representa hoje cerca de 70% do faturamento das cinco cooperativas de infraestrutura ainda ativas no Paraná.
O encontro foi encerrado com jantar de confraternização servido pela própria diretoria, em um gesto simbólico de proximidade com os associados. A mensagem central da noite foi de transparência, continuidade e valorização do cooperado, que permanece como razão de existir da Cercar.
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