
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira a Operação Adumbra para desarticular uma organização criminosa envolvida com contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro no Paraná. A ação policial cumpre ordens judiciais na capital do estado e na região metropolitana para colher novas provas do esquema.
Ao todo, os policiais cumprem oito mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal de Curitiba e estão sendo executadas em endereços na capital paranaense e no município de Fazenda Rio Grande.
Um agente político da grande Curitiba é apontado pelas investigações como o líder da estrutura criminosa. A Polícia Federal identificou que ele era responsável por coordenar a logística, o transporte, o armazenamento, a distribuição e a venda de cigarros de origem estrangeira que entravam clandestinamente no Brasil.
O grupo atuava de forma estruturada e permanente no mercado ilegal. Para ocultar o dinheiro do crime e esconder os verdadeiros donos do negócio, os investigados utilizavam empresas e pessoas interpostas.
Os investigadores encontraram indícios de mecanismos criados especificamente para a lavagem de dinheiro. O objetivo das transações era dificultar que as autoridades identificassem os beneficiários finais dos recursos obtidos com o contrabando.

O nome da operação, Adumbra, vem do latim e significa lançar à sombra ou encobrir. O termo faz referência ao comportamento do principal investigado, que exercia a liderança da organização criminosa de forma velada. Os suspeitos podem responder por contrabando, lavagem de dinheiro e outros delitos.
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