
O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta quinta-feira, 30 de julho de 2026, três operações simultâneas para apurar crimes de fraude a licitação, cartel, corrupção, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, associação criminosa e fraude contratual em Pato Branco e região. As frentes de investigação foram conduzidas pelo Gepatria e pela 1ª Promotoria de Justiça de Pato Branco, com apoio do Gaeco de Francisco Beltrão.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nas cidades de Pato Branco, Francisco Beltrão, Vitorino, Curitiba e Coronel Vivida. A Justiça também determinou o afastamento cautelar de um servidor comissionado da prefeitura de Pato Branco e cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um dos investigados.
A Operação Agregados apura o conluio entre empresas de pavimentação para fraudar licitações e manter a lucratividade de contratos privados. Segundo o MPPR, o grupo cooptou um ex-vereador do mandato 2021-2024 para atuar de forma velada contra a instalação de uma usina de asfalto própria do município. O ex-parlamentar foi afastado de seu atual cargo comissionado de direção na prefeitura de Pato Branco. A equipe policial apreendeu R$ 31 mil em espécie e R$ 51 mil em cheques.

A Operação Homens de Bem investiga um grupo econômico suspeito de fraudar procedimentos licitatórios milionários. O esquema funcionava por meio da doação de projetos de pavimentação ao município, com orçamentos e cálculos elaborados por empresa do próprio grupo, que posteriormente vencia os certames. A Justiça determinou a suspensão dos contratos e pagamentos pendentes, além de proibir o grupo de contratar com o Poder Público.
A Operação Situação Precária apura fraudes na execução de obras de asfalto em dois bairros vulneráveis de Pato Branco. Uma avaliação técnica independente apontou pagamento por serviços não realizados e reprovação de 91,67% das amostras de revestimento. A empresa e seu representante foram proibidos de contratar com a Administração Pública, e três contratos recentes foram suspensos.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido contra um investigado suspeito de simular o cumprimento de horas de prestação de serviços comunitários, referentes a uma condenação prévia por crime licitatório. O homem teria utilizado a própria empresa e terceiros para obter a extinção fraudulenta da pena.