
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira uma operação para desarticular um grupo suspeito de promover a degradação ambiental de mais de 10 mil hectares de floresta na região amazônica. A ação cumpre 13 mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares diversas da prisão no Paraná, no Pará e no Rio Grande do Sul. Um dos mandados de busca é cumprido em Foz do Iguaçu.
As apurações apontam danos ambientais estimados em R$ 469.392.585,21. A investigação revelou um esquema de destruição florestal baseado no uso de herbicidas lançados sobre a vegetação nativa, prática conhecida como desmatamento químico. Conforme laudos periciais, a pulverização dos produtos químicos atingiu cerca de 10.180 hectares de floresta, área equivalente a mais de 14 mil campos de futebol.
A investigação também apontou que, após a degradação da cobertura vegetal, aproximadamente 5.794 hectares passaram por desmatamento a corte raso e foram convertidos em pastagens. O processo indicou uma estratégia voltada à ocupação e exploração econômica das áreas devastadas.
Os fatos apurados ocorreram em uma área de assentamentos federais no município de Uruará, no Pará. A destruição da floresta foi realizada de forma coordenada por um grupo que atuava desde a aquisição dos insumos químicos até a ocultação de informações para dificultar a fiscalização dos órgãos públicos.
Além de coletar provas, as medidas judiciais buscam interromper as atividades investigadas e assegurar a reparação dos danos financeiros provocados.
Os investigados podem responder por crimes ambientais, utilização irregular de substâncias tóxicas, fraude em procedimentos ambientais e associação criminosa, além de outros delitos identificados ao longo das apurações.
