
O preço dos alimentos e bebidas caiu 1,97% no Paraná em julho, segundo o Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR-Alimentos e Bebidas). Em Cascavel, a retração foi de 2,01%, a quinta maior entre as nove cidades pesquisadas.
A queda estadual foi influenciada principalmente pelo recuo de 28,02% nos preços de tubérculos, raízes e legumes, além das reduções de 1,56% na carne bovina e de 5,83% na carne suína.
Entre os produtos que mais ficaram baratos estão o tomate, com redução de 41,03%, a batata-inglesa, com 31,37%, e o pepino, com 31,02%. Também tiveram queda a cenoura, com 25,76%, a abobrinha, com 21,18%, e a laranja-pera, com 17,51%.
Segundo o Ipardes, a redução no preço do tomate está relacionada ao aumento da oferta provocado pela safra de inverno.
Em Cascavel, o subgrupo de tubérculos, raízes e legumes apresentou queda de 29,14% em julho. O resultado ficou atrás apenas das retrações registradas em Curitiba, de 35,34%, e Foz do Iguaçu, de 28,74%, considerando as cidades com índices superiores ao município.
A redução nos preços dos alimentos ocorreu em todas as cidades incluídas na pesquisa. As maiores quedas foram registradas em Umuarama, com 2,79%, Londrina, com 2,57%, Curitiba, com 2,51%, e Maringá, com 2,17%.
Na sequência aparecem Cascavel, com 2,01%, Foz do Iguaçu, com 1,70%, Guarapuava, com 1,52%, Ponta Grossa, com 1,38%, e Pato Branco, com 1,04%.
A carne suína também apresenta redução no acumulado dos 12 meses encerrados em julho. Em Cascavel, a queda acumulada foi de 17,34%. O maior recuo entre as cidades pesquisadas ocorreu em Umuarama, com 23,78%.
O IPR-Alimentos e Bebidas é divulgado mensalmente pelo Ipardes e reúne 91 produtos distribuídos em 18 subgrupos. O levantamento considera o Paraná e os municípios de Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa e Umuarama.
Os preços são obtidos a partir de Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônica (NFC-e) emitidas pelos estabelecimentos comerciais e disponibilizadas pela Receita Estadual do Paraná, respeitando os critérios de sigilo fiscal.
A cesta utilizada no cálculo representa o padrão de consumo de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2018.
Para calcular o indicador, o Ipardes utiliza cerca de 2,5 milhões de registros de NFC-e emitidos por 583 estabelecimentos comerciais distribuídos pelos nove municípios pesquisados.
