
Uma adolescente foi apreendida pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) na manhã desta quinta-feira (13), em Cascavel, durante o cumprimento de um mandado expedido pela Vara da Infância e Juventude. A medida está relacionada à investigação de uma agressão contra uma mulher após uma ocorrência de trânsito.
O caso aconteceu em 9 de junho de 2026, por volta das 17h40, na Avenida Papagaios. Conforme o procedimento policial, a vítima transitava de carro quando um adolescente que estava em uma bicicleta teria atingido o veículo e deixado o local.
Depois, ao encontrar novamente o adolescente nas proximidades, a motorista teria tentado obter o contato dos responsáveis. Segundo o relato registrado pela polícia, ele se recusou a fornecer as informações.
Na sequência, um grupo de adolescentes teria se aproximado da mulher. Conforme a declaração da vítima, uma adolescente passou a fazer xingamentos, ofensas e ameaças contra ela e o filho.
Ainda segundo o relato, quando a mulher tentou deixar o local com o carro, a adolescente teria ficado à frente do veículo e chutado o automóvel.
A vítima afirmou que saiu do carro e, nesse momento, foi atingida com socos e chutes. Ela sofreu escoriações no rosto e sangramento nasal.
As lesões foram registradas em Laudo de Exame de Corpo de Delito elaborado por peritos do Instituto Médico-Legal (IML).
Com os elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial pediu a internação provisória da adolescente. O Ministério Público se manifestou favoravelmente e o pedido foi deferido pelo Poder Judiciário.
Com a decisão judicial, a Delegacia do Adolescente cumpriu o mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira. A adolescente deverá passar pelos procedimentos previstos na legislação.
O procedimento policial também registra que, posteriormente, a mãe da adolescente investigada teria registrado um boletim de ocorrência contra a vítima, atribuindo a ela agressões contra suas filhas.
A mulher ouvida durante a investigação afirmou à polícia que interpretou o registro como uma tentativa de intimidação.
A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do caso e a participação dos envolvidos. A identidade da adolescente não será divulgada em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

