
Candidato ao governo do Paraná, Requião Filho recebeu nesta terça-feira (25) a Agenda Estratégica elaborada pelo G7 Paraná para o desenvolvimento do Estado entre 2027 e 2030. O documento reúne, em 48 páginas, demandas e propostas apresentadas por entidades dos setores produtivos.
A agenda foi entregue pelo coordenador do G7 Paraná e presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. O material já havia sido apresentado aos candidatos Sandro Alex e Sergio Moro.
Com a entrega a Requião Filho, o grupo completou a apresentação da agenda aos três principais candidatos ao Governo do Paraná. O documento ainda será encaminhado aos outros cinco candidatos.
Segundo Meneguette, a agenda reúne um diagnóstico dos setores produtivos e propostas para orientar a próxima gestão estadual.
“Este documento é fruto do trabalho conjunto das sete entidades que representam a economia paranaense. O material traz um diagnóstico dos setores e propostas concretas para que o próximo governador tenha, desde o primeiro dia de mandato, um roteiro claro para destravar o desenvolvimento do Estado”, afirmou.
Requião Filho disse que pretende manter diálogo com as entidades do G7 Paraná na elaboração e execução de políticas públicas.
“Queremos a participação e cooperação das entidades do G7 Paraná para a implantação de políticas públicas. Vamos trabalhar com abertura e troca de informações com as entidades para acertar, lançar e executar programas e projetos”, declarou.
O documento está estruturado em três eixos: desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e gestão pública. As propostas abrangem agropecuária, indústria, comércio, serviços, turismo, cooperativismo e transporte.
A agenda também trata de temas como infraestrutura, meio ambiente, tributação, educação, saúde e segurança pública.
Entre as propostas está a criação do Fundo Estadual de Turismo do Paraná, com vinculação de receitas para garantir continuidade a ações e projetos do setor.
O G7 também defende que o Plano Estadual de Turismo seja transformado em política de Estado, com continuidade mesmo diante de mudanças de governo.
A agenda ainda propõe a simplificação de normas e a digitalização de serviços, além do desenvolvimento de produtos turísticos de acordo com as características de cada região.
Outra medida é o fortalecimento da gestão das Instâncias de Governança Regional (IGRs), com foco em transparência e planejamento.
Na área ambiental, o documento propõe períodos de transição para a adaptação a novas leis e regulamentações. A medida também seria aplicada quando novas restrições alterarem condições de licenças ou outorgas já concedidas.
O G7 defende ainda a simplificação e a agilização do licenciamento ambiental, com prazos máximos para análise e emissão de licenças. Outra proposta é a renovação automática para empreendimentos que estejam em dia com suas obrigações.
Na área de recursos hídricos, a agenda propõe não aplicar, quando couber, cobrança pelo uso da água à produção agropecuária.
O documento também sugere mudanças na fiscalização ambiental, com notificação prévia para regularização antes da aplicação de penalidades, desde que não exista risco ambiental imediato ou grave.
Para o mercado de trabalho, uma das propostas é a criação do programa Paraná Qualifica, com formação profissional organizada de acordo com as demandas de cada região.
A iniciativa prevê integração entre o Estado, Sistema S, universidades, escolas técnicas e empresas.
Outra proposta é a criação do Mapa Paranaense de Empregos e Profissões do Futuro, acompanhado por um observatório estadual com dados sobre trabalho, renda e qualificação.
O documento também sugere incentivos fiscais regionais vinculados à geração de empregos formais e à contratação de trabalhadores locais.
Para municípios do interior, a agenda prevê ações para a fixação de profissionais essenciais, incluindo adicional de difícil provimento e auxílio-moradia regionalizado.
Na educação, o G7 Paraná propõe ampliar os colégios agrícolas, com investimentos em infraestrutura e equipamentos e construção de novas unidades em regiões consideradas estratégicas.
A agenda também defende a atualização periódica das grades curriculares em conjunto com o setor produtivo.
Outra proposta é reservar vagas e criar bolsas de estudo em cursos de Ciências Agrárias das universidades públicas para estudantes oriundos dos colégios agrícolas.
O documento ainda propõe uma estrutura de governança do capital humano, com aproximação entre educação e indústria, acompanhamento de egressos e ampliação da oferta pública e a distância no ensino superior, especialmente em áreas científicas e tecnológicas.
