
Na estreia da Copa Paraná, o FC Cascavel começou a competição com um resultado amargo diante de sua torcida. A equipe aurinegra foi derrotada pelo Foz do Iguaçu por 3 a 1, em uma partida marcada pelo bom início dos mandantes, seguido por desorganização tática após os gols adversários em jogadas de contra-ataque.
O Cascavel começou a partida impondo volume de jogo, com boas triangulações e finalizações que exigiram defesas importantes do goleiro do Foz. No entanto, o cenário mudou quando a equipe visitante aproveitou uma perda de posse no campo ofensivo e abriu o placar em transição rápida.
Na segunda etapa, o time cascavelense partiu para o ataque em busca do resultado e acabou se expondo ainda mais. O Foz do Iguaçu aproveitou os espaços e ampliou a vantagem. Mesmo após diminuir o placar para 2 a 1 e ensaiar uma reação, a Serpente cometeu um pênalti decorrente de nova perda de bola, sacramentando a vitória dos visitantes por 3 a 1.
"Disparadamente o pior jogo", avalia o técnico César
Em entrevista coletiva concedida após o apito final, o técnico César não escondeu a insatisfação com o desempenho do time e fez uma análise contundente do revés:
"Estou há um ano aqui no profissional e, para mim, esse foi disparadamente o pior jogo que a gente fez desde que cheguei. (...) Mentalmente a gente se perdeu, principalmente depois que saiu atrás do placar. Agora é trabalhar, rever o jogo várias vezes, fazer uma análise e consertar já para a próxima rodada."
O treinador também descartou que o intervalo de quase um mês sem jogos oficiais ou as condições do gramado tenham servido de justificativa para o resultado, ressaltando que o fator decisivo foi a falta de controle emocional após sofrer o primeiro gol.
Questionado sobre o fato inédito de a equipe ter sofrido três gols na temporada, César contextualizou a situação com as constantes baixas e a reformulação do setor.
O treinador citou desfalques por lesão — como Giovan, Renan e o jovem Wesley, de 17 anos — que obrigaram a escalação de uma dupla de zaga jovem e com pouco entrosamento. Além disso, destacou que a reformulação do elenco pós-Campeonato Brasileiro manteve poucos remanescentes no sistema defensivo, como Ian, demandando tempo e ajustes coletivos:
"Não posso responsabilizar apenas a zaga. Quando não tomamos gol, é um trabalho coletivo, desde os atacantes. Sofrendo três gols hoje, foi o sistema defensivo como um todo que não ficou bem ajustado. O primeiro gol e o pênalti saíram de bolas que estavam nos nossos domínios e nós perdemos."
A derrota em casa tem um peso significativo no planejamento do clube. Com o formato curto do torneio, o Cascavel terá apenas mais dois jogos como mandante e precisará buscar pontos longe de seus domínios para manter vivas as chances de classificação e título.
A Serpente já volta as atenções para o confronto diante do Paraná Clube, na Vila Capanema, em Curitiba. Para César, a preparação durante a semana passará essencialmente pelo fortalecimento psicológico:
"O jogo contra o Paraná, na casa deles, vai passar muito pelo fator mental. Precisamos de equilíbrio para sustentar a pressão da torcida e do adversário, absorver o ambiente e conseguir nos impor tecnicamente."

