
A chuva acompanhada de vento forte provocou destelhamentos e quedas de árvores em Toledo na manhã de domingo (30). A Defesa Civil e outras equipes municipais foram mobilizadas para atender os pontos atingidos.
O maior estrago foi registrado na propriedade de Eloi Reuter, entre a Linha São Salvador e Cerro da Lola. A casa onde moram funcionários ficou quase completamente destelhada. Parte de um chiqueiro também foi atingida e uma árvore foi arrancada pela raiz.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Toledo, GM Queiroz, o órgão recebeu o chamado por meio de um dos Núcleos de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs) instalados no município e no interior.
A partir da comunicação, as equipes foram mobilizadas para verificar os danos e iniciar os atendimentos.
Na região da Linha São Salvador, Cerro da Lola e Km 41, foram registrados outros cinco destelhamentos parciais, além de quedas de árvores. Na área urbana de Toledo, houve duas ocorrências envolvendo árvores.
Queiroz informou que os demais locais já haviam sido atendidos pelos próprios moradores. Na propriedade de Eloi, porém, a situação exigiu a atuação das equipes municipais.
“Chegando aqui, a gente se deparou com essa situação. Então, estamos trabalhando para restabelecer essa situação nessa propriedade, que foi a que mais foi atingida”, afirmou.
Na manhã desta segunda-feira (31), uma equipe da Secretaria de Planejamento, Habitação, Urbanismo e Mobilidade foi acionada pela Defesa Civil para fazer as medições e definir a quantidade de telhas necessária para recuperar o imóvel.
Após o levantamento, as telhas serão encaminhadas pela Prefeitura de Toledo para a recuperação do telhado.
Moradora da propriedade, Maristela de Oliveira contou que estava dentro da casa quando o vento aumentou rapidamente. Depois da rajada, a família precisou correr para proteger móveis e colchões da chuva.
“Foi aquele tufo de vento rápido ali e depois passou, daí ficou só uma garoa mais fina. A gente correu pedir ajuda para, pelo menos, cobrir os móveis, porque o telhado em cima não tinha mais o que fazer”, relatou.
O morador Ademir Paulo Erbes também relatou que a mudança no tempo ocorreu rapidamente. Ele voltava para casa para fechar as cortinas do chiqueiro quando foi surpreendido pela rajada.
“Cheguei até a metade do caminho, caiu um galho na frente do carro e eu voltei para casa. Quando encostei o carro na garagem, deu aquele estalo e voou o telhado fora. Arrancou simplesmente tudo de uma vez só”, contou.
O proprietário da área, Eloi Reuter, afirmou que os maiores danos ficaram concentrados na residência dos funcionários. Parte das estruturas de dois chiqueiros também foi atingida.
Segundo ele, os moradores foram acolhidos em sua própria casa após o imóvel ficar sem condições de moradia. “Tinha gente lá chorando, então acolhi eles na minha casa. Dormiram aqui, janta, café, almoço vai ser aqui agora, porque não tem como morar ali. Molhou tudo”, relatou.
A Defesa Civil concluiu o levantamento da ocorrência e retornou à Prefeitura para dar sequência às providências necessárias para atender os moradores afetados.
Queiroz destacou que os Nupdecs têm papel importante na comunicação de ocorrências no interior e nos bairros, permitindo que as equipes sejam acionadas com maior rapidez.
