
Toledo começou a estruturar um grupo de trabalho para definir protocolos de atendimento em situações climáticas severas. A primeira reunião ocorreu na manhã desta quinta-feira (3), na sede da Funtec.
O grupo reúne representantes de órgãos municipais, do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Corpo de Bombeiros e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
A proposta é integrar informações já disponíveis no município e melhorar a capacidade de prevenção, monitoramento e resposta diante de eventos extremos.
A reunião ocorreu um dia antes do lançamento local do Smart Climate City, projeto de inteligência climática desenvolvido pelo Simepar em parceria com a empresa suíça Meteoblue.
A apresentação será realizada nesta sexta-feira (4), a partir das 9h, no auditório do Centro de Eventos Ismael Sperafico.
Segundo a diretora-executiva do Simepar, Vanessa D’Avila, Toledo foi escolhido para o projeto com o objetivo de ampliar o entendimento sobre como municípios do interior podem se preparar para eventos climáticos extremos.
O sistema utilizará estações meteorológicas especializadas e modelos de previsão hidrometeorológica de alta resolução. Com o apoio de inteligência artificial, a tecnologia deverá ampliar a precisão na identificação de áreas que exigem atenção em situações envolvendo temperatura, chuva e circulação dos ventos.
Entre os recursos previstos está um modelo específico para alagamentos. A expectativa é que os primeiros dados sejam disponibilizados em até seis meses.
O projeto terá duração de três anos e investimento aproximado de R$ 15 milhões, financiados pelo Fundo Estadual de Meio Ambiente, sob gestão do Instituto Água e Terra (IAT).
Um dos primeiros trabalhos do grupo será reunir informações já disponíveis na Prefeitura, instituições de ensino e pesquisa. Toledo possui levantamento de pontos sujeitos a alagamentos, estudos hidrológicos, dados de estações e pluviômetros e informações sobre drenagem e comportamento das bacias hidrográficas.
Esses dados serão cruzados com as informações produzidas pelo Smart Climate City para elaborar um diagnóstico mais preciso das áreas de risco e das situações que exigem resposta antecipada.
Também deverão ser reunidos registros históricos de ocorrências de chuvas intensas, alagamentos e outros eventos extremos registrados nos últimos anos.
Para a diretora-executiva da Funtec, Tatiany Barbiero, a integração das informações é necessária para evitar a duplicação de iniciativas e garantir que os dados sejam utilizados pelo município.
A área rural também será incluída no trabalho. Durante a reunião, foi apontada a necessidade de criar protocolos específicos para comunidades e propriedades rurais.
A proposta considera as características desses locais e possíveis dificuldades de comunicação e deslocamento durante situações de emergência.
Além dos alagamentos, o grupo deverá trabalhar com ocorrências relacionadas a incêndios ambientais e florestais, ventos, qualidade do ar e tempestades severas.
O Simepar também desenvolve estudos sobre tornados, utilizando registros históricos e análises de radar para compreender a ocorrência desses fenômenos na região.
O secretário de Administração e do Meio Ambiente, Marcelo Marques, avaliou que a organização dos dados poderá aumentar a capacidade de antecipação do município diante de ocorrências climáticas.
Como encaminhamento da primeira reunião, ficou definido que o grupo voltará a se reunir até o fim de setembro com profissionais do Departamento de Hidrologia do Simepar.
O próximo encontro será voltado à discussão de procedimentos para períodos de elevada precipitação pluviométrica.
Até lá, cada órgão participante deverá levantar os dados disponíveis dentro de sua área de atuação. A partir desse material, o grupo pretende construir um diagnóstico das situações enfrentadas pelo município e estabelecer protocolos para episódios climáticos severos.

