
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e cobrou mais atenção do governo federal ao estado. As declarações foram feitas nesta terça-feira (13), durante entrevista coletiva no restaurante Madalosso, em Curitiba.
Moro também anunciou uma agenda de mobilização política em apoio a Flávio Bolsonaro, com atos em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba até sábado (17). O encontro reuniu lideranças de diferentes partidos, prefeitos, deputados e vereadores.
O jantar contou com 230 prefeitos e quase 3 mil participantes, segundo as informações divulgadas sobre o evento. Entre as lideranças presentes estavam o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), e representantes de municípios como Foz do Iguaçu, Londrina, Cascavel, Maringá e Ponta Grossa. O governador Ratinho Junior não compareceu.
Durante a coletiva, Moro afirmou que o Paraná não recebeu, na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a atenção que considera adequada à importância econômica do estado.
Como exemplo, citou os investimentos da Itaipu Binacional em infraestrutura. Segundo o governador eleito, durante o governo de Jair Bolsonaro, a empresa destinou centenas de milhões de reais a obras no Paraná. Ele afirmou que, na atual gestão federal, parte dos recursos foi direcionada a outros estados, especialmente para ações relacionadas à COP.
“Temos certeza de que Flávio Bolsonaro, no Palácio do Planalto, vai dar uma atenção especial para o Estado do Paraná”, declarou.
Moro também defendeu a união de partidos de direita e centro-direita em torno da candidatura presidencial, apesar das divergências registradas durante a eleição estadual.
“Não tivemos o apoio de todos aqui, mas é um momento de todos nós, do mundo político, que representa a direita e a centro-direita do nosso Estado do Paraná, nos unirmos em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro, pelo bem do país e pelo bem do nosso Paraná”, disse.
O governador eleito ainda afirmou que pretende manter uma relação de parceria com os municípios paranaenses, independentemente dos posicionamentos políticos dos prefeitos.
O senador eleito Filipe Barros (PL) destacou o crescimento do partido no Paraná e a participação de representantes de diferentes legendas no encontro.
“A coligação que nós montamos foi uma coligação vitoriosa. O PL aumentou consideravelmente o seu tamanho. Elegemos cinco deputados federais, 14 deputados estaduais, além, claro, do nosso governador Sergio Moro e do meu nome para senador ao lado do Deltan”, afirmou.
Barros disse que o jantar representa uma tentativa de reunir forças políticas em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro, independentemente das alianças estabelecidas na disputa estadual.
Ao comentar os resultados das eleições presidenciais, ele afirmou que Lula havia vencido em aproximadamente 140 municípios do Paraná em 2022. Segundo Barros, na eleição mais recente, o presidente venceu em 49 municípios paranaenses.
O senador eleito declarou que o grupo pretende intensificar a mobilização inclusive nas cidades em que Lula obteve mais votos. Ele também afirmou que trabalhará para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no estado.
“Vamos dar ao Flávio a maior votação de todos os outros estados do Brasil”, declarou.
O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo) afirmou que a mobilização política está ligada à defesa do Estado de Direito, ao fortalecimento das instituições e a mudanças nas áreas econômica e de segurança pública.
“Queremos o império da lei, uma democracia forte, regras do jogo fortes, respeito à propriedade privada. Queremos juros e impostos mais baixos, controle do crime e bandido na cadeia, porque bandido preso é cidadão livre e bandido livre é cidadão preso”, afirmou.
Deltan também criticou o PT e declarou que a eleição presidencial representa, para o grupo político, uma oportunidade de mudança na condução do país.
Ao comentar manifestações recentes da esquerda em São Paulo, ele fez críticas ao que classificou como sujeira e vandalismo e relacionou o episódio à disputa eleitoral.
“Estávamos limpando a sujeira do PT. E o que nós vamos fazer no dia 25 de outubro é limpar a sujeira de 20 anos de PT nas urnas”, disse.
Atos estão previstos nas três capitais do Sul
A agenda de mobilização anunciada por Moro prevê atividades em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba até sábado (17).
Nesta quarta-feira (14), está previsto um ato em Porto Alegre, com participação de lideranças políticas da região Sul. No sábado pela manhã, haverá outro evento em Florianópolis, organizado pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello.
Em Curitiba, a programação prevê uma carreata na tarde de sábado, com concentração nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal, no bairro Santa Cândida. O trajeto passará pela região da Justiça Federal, no Ahú, e terminará com um comício na Boca Maldita, no centro da capital.
Moro convidou a população a participar da mobilização, que terá como pautas a oposição ao governo Lula e o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Durante a coletiva, Moro também falou sobre a transição de governo. Segundo ele, Ratinho Junior telefonou no dia seguinte à eleição para se colocar à disposição para colaborar com o processo.
“Foi muito gentil da parte dele, e estamos esperando um encontro para que possamos definir os detalhes”, afirmou.
O governador eleito acrescentou que sua equipe encaminhou uma sugestão de minuta de decreto para viabilizar a transição, seguindo o modelo adotado em 2018. Segundo Moro, a equipe aguarda o retorno do atual governador para avançar nas conversas.