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Estado faz 1,4 milhão de mamografias e reforça ações de rastreamento do câncer de mama

O acompanhamento nas unidades de saúde e a realização de exames são essenciais para identificar a doença na fase inicial. A mamografia é um dos pr...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
19/10/2026 às 10h35
Estado faz 1,4 milhão de mamografias e reforça ações de rastreamento do câncer de mama
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

No Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama, 19 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) destaca a importância do rastreamento da doença com diagnóstico precoce, de hábitos saudáveis e acesso ao tratamento, que são fundamentais para ampliar as possibilidades de recuperação da doença.

O acompanhamento nas unidades de saúde e a realização de exames são essenciais para identificar a doença na fase inicial. Desde 2022, foram feitas mais de 1,4 milhão de mamografias no Estado, segundo dados da Sesa. Trata-se de um dos principais recursos para a detecção precoce do câncer de mama.

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o rastreamento é recomendado para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Mulheres entre 40 e 49 anos e acima de 74 anos também podem solicitar o exame de rastreamento, mesmo sem sinais ou sintomas suspeitos, desde que recebam orientação de profissionais de saúde sobre os possíveis benefícios e riscos. O atendimento inicia em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde a paciente passará por consulta médica e avaliação e será encaminhada, caso necessário, para os exames.

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A orientação da Sesa é que as mulheres mantenham o acompanhamento de saúde e procurem uma unidade de atendimento sempre que identificarem alterações nas mamas, independentemente da idade. A descoberta da doença em estágio inicial aumenta significativamente as possibilidades de sucesso do tratamento.

Além dos encaminhamentos através do atendimento em unidades de saúde, o Paraná possui a Carreta Saúde da Mulher, que percorre todo o Estado com profissionais especializados para a realização de consultas e exames, além de orientar sobre o câncer de mama e também o de colo de útero. Neste ano, até outubro, a Carreta superou 35,7 mil procedimentos, beneficiando mais de 10,6 mil mulheres.

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“O mais importante é que as mulheres busquem o atendimento nas unidades de saúde em caso de qualquer suspeita e também façam os preventivos, como a mamografia no período identificado”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves. “O câncer de mama pode ser difícil de ser evitado, mas atualmente existe uma gama de possibilidades de tratar com efetividade. Se os exames forem feitos, tenho certeza que vamos conseguir reduzir os casos graves da doença”.

INVESTIMENTOS- O cuidado com o câncer de mama envolve desde a identificação de alterações nas unidades de saúde até o diagnóstico e o tratamento nos serviços especializados. No Paraná, a rede de atendimento oncológico pelo SUS tem sido ampliada com prioridade para a regionalização dos serviços e o fortalecimento dos hospitais de referência em todas as regiões do Estado.

Nos últimos dois anos, foram investidos cerca de R$ 69 milhões em equipamentos, estrutura e infraestrutura para a rede oncológica. Entre as iniciativas está o Plano de Expansão da Radioterapia (Persus II), que contemplou o Hospital do Câncer de Londrina e a Associação Beneficente Menino Deus, em Francisco Beltrão. Já o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) contemplou o Hospital do Câncer de Umuarama (Uopecccan).

A estrutura de atendimento também inclui o cuidado às mulheres que precisam passar pela retirada parcial ou total das mamas em decorrência de tumores. O Governo do Estado, por meio da Sesa, garante o tratamento e o apoio às pacientes que necessitam de reconstrução mamária, procedimento que contribui para a recuperação física e psicológica e para a preservação da autoimagem.

Atualmente, o Paraná conta com 16 hospitais públicos, beneficentes ou privados credenciados pelo SUS para fazer reconstruções mamárias ou mamoplastias oncoplásticas. As unidades estão distribuídas pelas quatro macrorregiões do Estado.

“Nosso compromisso é garantir que as mulheres tenham acesso aos exames, ao diagnóstico e ao tratamento no momento certo, independentemente de onde vivem no Paraná”, afirma a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

Segundo ela, a Secretaria vem investindo na estrutura dos serviços de saúde e no fortalecimento da rede de atendimento para que mais mulheres possam receber os cuidados necessários. “Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento. Por isso, nosso trabalho também é evitar que mulheres percam a vida para o câncer de mama”, acrescenta.

PREVENÇÃO- O câncer de mama é uma doença multifatorial, relacionada a diferentes condições, que incluem fatores comportamentais, hormonais, reprodutivos e hereditários. Entre aqueles associados ao risco estão sobrepeso e obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e histórico familiar de câncer de ovário ou de múltiplos casos de câncer de mama.

Características como a primeira menstruação antes dos 12 anos, a primeira gestação após os 30 anos ou a ausência de filhos também estão associadas ao risco, assim como o uso de pílulas anticoncepcionais e a reposição hormonal após a menopausa. A idade é outro fator importante, e o envelhecimento da população tem influenciado o crescimento dos casos no país.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a taxa de incidência no Paraná varia de 42,5 a 50,3 casos por 100 mil habitantes. No Brasil, o câncer de mama, com exceção dos tumores de pele não melanoma, é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres em todas as regiões.

Apesar da multiplicidade de fatores envolvidos, estima-se que cerca de 30% dos casos possam ser evitados com mudanças de hábitos. Não fumar, evitar bebidas alcoólicas, praticar atividades físicas e manter uma alimentação saudável, rica em frutas, legumes, verduras e outros alimentos naturais, são medidas que contribuem para a prevenção. Para as mulheres que são mães, a amamentação também exerce um efeito protetor.

O autoexame pode ajudar a mulher a perceber alterações e buscar avaliação profissional. Entre os sinais de alerta estão caroço endurecido e aparentemente fixo na mama, especialmente quando não provoca dor; saída espontânea de líquido pelo mamilo fora do período de amamentação; aumento contínuo e incomum das mamas; mamilo repuxado para dentro; alterações na pele, como vermelhidão, retração ou aspecto de casca de laranja; e caroços nas axilas ou no pescoço.

A presença desses sinais não significa necessariamente um diagnóstico de câncer, mas exige avaliação em uma unidade de saúde. A investigação clínica e a solicitação de exames de imagem, conforme a queixa e a avaliação profissional, são importantes para esclarecer a causa das alterações e orientar os cuidados necessários.

A Sesa também reforça o papel dos profissionais da Atenção Primária à Saúde na orientação das mulheres, na identificação de possíveis sinais da doença e no encaminhamento para os serviços especializados quando necessário.

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