
A Prefeitura de Cascavel iniciou a liberação de mosquitos Wolbitos em 17 bairros do município. A estratégia utiliza o Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, Zika e chikungunya.
A soltura será feita de forma gradual, ao longo de 26 semanas, por agentes de campo capacitados. A expectativa é ampliar progressivamente a presença da bactéria na população de mosquitos da cidade.
O início dessa etapa ocorre após o trabalho de orientação aos moradores, que receberam informações sobre o funcionamento da tecnologia.
A liberação será realizada nos seguintes bairros de Cascavel:
- Brasmadeira
- Cancelli
- Centro
- Florestas
- Guarujá
- Morumbi
- Periolo
- XIV de Novembro
- Santa Felicidade
- Interlagos
- Esmeralda
- Alto Alegre
- Brasília
- São Cristóvão
- Cataratas
- Cascavel Velho
- Universitário
Ao todo, serão instalados 6.073 pontos de soltura, com previsão de proteger 215.318 pessoas. Os dispositivos são colocados em locais estratégicos e recebem cápsulas com ovos e alimento, que, em contato com a água, permitem o desenvolvimento dos mosquitos.
A estrutura de apoio no município será utilizada para receber e organizar os materiais necessários à operação.
A bactéria Wolbachia está presente naturalmente em mais da metade das espécies de insetos. Nos mosquitos utilizados pelo método, ela impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo do inseto, reduzindo sua capacidade de transmitir as doenças.
Quando os Wolbitos se reproduzem com os mosquitos locais, a bactéria passa para as gerações seguintes. Com isso, a presença de mosquitos com Wolbachia pode aumentar gradualmente e se manter na população ao longo do tempo.
Segundo Gabriel Sylvestre, gerente de implementação da Wolbito do Brasil, a participação dos moradores continua sendo importante durante essa fase.
“Agora que a população já conhece o método e entende que é uma tecnologia segura para a proteção, começam as liberações dos mosquitos.
Será um trabalho intenso nas próximas semanas, que ainda conta com a colaboração das pessoas na eliminação do mosquito e de possíveis criadouros. Quem mata o Aedes aegypti também contribui para o método”, afirmou.
A implementação será acompanhada por meio de ovitrampas, armadilhas utilizadas para monitorar a presença e o estabelecimento dos mosquitos com Wolbachia no ambiente.
De acordo com as informações divulgadas sobre o método, pesquisas apontam que a presença da bactéria na população de mosquitos está associada à redução dos casos de dengue, Zika e chikungunya. Em Niterói (RJ), município que recebeu a tecnologia em todo o território, a redução dos casos de dengue foi de 89%, segundo os dados apresentados pela organização responsável.
Em Cascavel, a orientação é que os moradores mantenham os dispositivos de liberação instalados. Caso encontrem algum equipamento no chão ou danificado, devem comunicar a Secretaria Municipal de Saúde pelos telefones (45) 3902-1343 ou pelo WhatsApp (45) 9113-0867.
O Método Wolbachia é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, e operado pela Wolbito do Brasil. A estratégia integra as ações de enfrentamento às arboviroses no país.