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Alep aprova projeto que prevê relatórios mensais sobre casos de aborto no Paraná

Proposta recebeu 32 votos favoráveis e cinco contrários em segunda votação e prevê o envio mensal de dados anônimos à Secretaria de Estado da Saúde.

Tissiane Merlak
Por: Tissiane Merlak Fonte: Assessoria
20/10/2026 às 19h23
Alep aprova projeto que prevê relatórios mensais sobre casos de aborto no Paraná
Deputado estadual Marcio Pacheco é autor do projeto aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná.

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou nesta terça-feira (20), em segunda votação, um projeto de lei que obriga hospitais, clínicas e maternidades públicos e privados a informar mensalmente os casos de aborto registrados no estado. A proposta é de autoria do deputado estadual Marcio Pacheco (Republicanos) e recebeu 32 votos favoráveis e cinco contrários.

O Projeto de Lei nº 830/2025 estabelece que as instituições encaminhem relatórios anônimos à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), com informações sobre os procedimentos realizados.

Os registros deverão incluir abortamentos espontâneos, provocados e previstos em lei, além do número de procedimentos, idade gestacional, método utilizado, justificativa clínica ou legal, realização de curetagens, complicações e eventuais óbitos.

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Como será a divulgação dos dados

Pelo projeto, a Sesa terá até 30 dias para organizar e divulgar as informações em seu site ou no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

O texto determina que o tratamento dos dados respeite a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com a proibição da divulgação de informações pessoais que permitam identificar as pacientes.

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Nos municípios com até 30 mil habitantes, os dados deverão ser apresentados de forma agregada por regional de saúde, como medida adicional de proteção à identidade das mulheres.

As instituições que descumprirem as determinações estarão sujeitas às penalidades previstas no Código de Saúde do Paraná, estabelecido pela Lei Estadual nº 13.331/2001.

Justificativa do autor

Marcio Pacheco afirmou que a proposta busca ampliar a disponibilidade de informações para subsidiar políticas públicas de saúde e ações relacionadas à defesa da vida.

“Para quem acredita e luta pela defesa da vida desde a concepção, esta aprovação representa uma vitória importante. Nosso mandato tem lado: o lado da vida, da dignidade humana e do compromisso com o nascituro”, declarou o deputado.

O parlamentar também defendeu a transparência dos dados e afirmou que as informações poderão contribuir para compreender a realidade dos atendimentos e fortalecer a proteção às mulheres.

Projeto segue para sanção

Antes da votação em plenário, a proposta recebeu pareceres favoráveis das comissões de Constituição e Justiça, de Saúde Pública e de Defesa dos Direitos da Mulher.

Em primeira votação, realizada em dezembro de 2025, o projeto havia recebido 33 votos favoráveis e oito contrários.

Com a aprovação em segunda votação, o texto segue para sanção do governador. Caso seja sancionada, a lei entrará em vigor 90 dias após a publicação no Diário Oficial.

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