
O deputado estadual Delegado Tito Barichello (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (18), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), que as denúncias apresentadas nos últimos dias pelo deputado Marcelo Rangel (PSD) sobre contratos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) têm motivação política relacionada ao presidente da entidade, Edson Vasconcellos.
Segundo Barichello, as críticas ocorreram no contexto da possibilidade de participação de Vasconcellos nas eleições de outubro. O parlamentar disse que a exposição pública decorre da movimentação política e acrescentou que “isso faz parte da política”, afirmando ainda que o dirigente da federação é “um homem probo e trabalhador”.
Barichello também declarou que não cabe aos deputados estaduais fiscalizar as atividades da Fiep ou do Sistema S, atribuindo essa responsabilidade ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União.
As manifestações ocorreram após Rangel repercutir uma denúncia sobre supostas irregularidades em contratos classificados como serviços de jardinagem. De acordo com o deputado, o caso envolve valores de R$ 53 milhões em 2025, em comparação com R$ 13,7 milhões até 2024, destinados a serviços vinculados à Fiep, ao Instituto Euvaldo Lodi (IEL), ao Serviço Social da Indústria (Sesi) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Em resposta, a Fiep informou que os números divulgados decorrem de inconsistência classificatória no Portal da Transparência, onde parte dos serviços de facilities foi registrada como jardinagem. A entidade afirmou que a situação não alterou valores ou contratos e que iniciou processo de atualização das informações.
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