
O desempenho da gestão de saúde registrou grandes avanços no Paraná, de acordo com a deputada secretária Márcia Huçulak (PSD), que participou, nesta terça-feira (07/04), da prestação de contas feita à Assembleia Legislativa pelo secretário estadual César Neves. Os dados apresentados referem-se ao terceiro trimestre de 2025.
“A gente que acompanha o setor há muito tempo vê que a execução orçamentária foi feita de uma maneira linear”, elogiou Márcia. O ano passado terminou com uma execução de 98,3% do orçamento.
Ex-secretária de Saúde de Curitiba, Márcia também ressaltou o desempenho da Atenção Primária à Saúde. O governo cumpriu as metas previstas no Plano Estadual de Saúde. De acordo com a Sesa, o estado alcançou cobertura de 96,7% na Atenção Primária; a meta era de 92,5%.
A Atenção Primária refere-se ao atendimento mais próximo da população, com ações como consultas, vacinação e pré-natal, entre outras.
“O resultado é fruto de muito esforço. Não é uma coisa simples de acontecer”, avaliou Márcia.
Outro destaque foi a ampliação do custeio para os programas de distribuição de medicamentos. A meta do governo estadual era aumentar em 5% o cofinanciamento para a assistência farmacêutica municipal, mas o resultado chegou a um incremento de 23%.
A deputada ainda chamou atenção para o trabalho feito com a maternidade de alto risco. “O Paraná é um dos poucos estados, senão o único, que investe tanto na área”, afirmou, completando que tem trabalhado pela revisão dos valores pagos às instituições pelos partos realizados.
A prestação de contas à Alep é feita pela Sesa três vezes por ano, no chamado Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA).
Sugestão: apoio ao Samu
Ao secretário de Saúde e aos diretores da Sesa, Márcia apresentou uma sugestão para que o estado crie um programa de apoio à reforma das bases de apoio do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
Esses centros servem a um conjunto de municípios de cada região e são operados por meio de gestão tripartite. Devem seguir um padrão estrutural e funcional, de forma a garantir a rápida saída das ambulâncias.
Muitas vezes, a manutenção da edificação que abriga a base recai apenas sobre os municípios, e a avaliação dessa estrutura impacta a avaliação que o Ministério da Saúde faz para o repasse de incentivos.
Mín. 14° Máx. 20°