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Paraná recebe Prêmio AdaptaSUS por programa de gestão de riscos climáticos

A iniciativa estrutura ações de vigilância em saúde baseadas na gestão de riscos e integra processos de planejamento, organização e controle para ...

17/04/2026 às 17h40 Atualizada em 18/04/2026 às 08h59
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

O Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), conquistou, nesta sexta-feira (17), o terceiro lugar no Prêmio AdaptaSUS durante a 18ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças, a Expoepi. O evento, promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, ocorreu em Brasília e nesta edição teve como foco central a relação entre saúde e mudanças climáticas.

A experiência paranaense premiada foi em relação ao programa Vigidesastres-PR, intitulada "Inovação Digital e Gestão de Riscos Climáticos para o Fortalecimento da Resiliência do SUS no Paraná". A iniciativa estrutura ações de vigilância em saúde baseadas na gestão de riscos e integra processos de planejamento, organização e controle para reduzir danos humanos e materiais decorrentes de desastres. O programa também atua na identificação de vulnerabilidades e na capacitação de profissionais para lidar com eventos meteorológicos, climatológicos e hidrológicos extremos.

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O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou a importância da premiação como um reflexo do trabalho realizado no Paraná. "Este reconhecimento nacional demonstra que estamos no caminho certo ao investir em inovação e gestão de riscos climáticos. O Paraná tem se preparado de forma estruturada para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, garantindo que o nosso sistema de saúde seja resiliente e capaz de proteger a população nos momentos de maior vulnerabilidade", afirmou.

VIGIDESASTRES – O Vigidesastres-PR trabalha na redução de impactos por meio de ações integradas que envolvem articulação intra e interinstitucional. O programa funciona em ciclos que englobam desde a preparação e mitigação de riscos até a resposta e recuperação em casos de anormalidade. Entre as ações desenvolvidas estão a articulação interinstitucional com a Defesa Civil, a elaboração de mapas de ameaças e vulnerabilidades, o monitoramento constante de alertas para desastres e a formação de grupos de trabalho para preparação, vigilância e resposta às emergências em saúde pública.

A diretora de Atenção e Vigilância da Sesa e coautora do projeto, Maria Goretti David Lopes, ressaltou a agilidade de resposta da rede estadual e citou a passagem de um tornado em Rio Bonito do Iguaçu, no ano passado, como um exemplo de ação rápida por parte do Estado.

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“Nós fomos agraciados pelo prêmio ao demonstrar a resposta rápida e eficaz com o ocorrido em Rio Bonito do Iguaçu. Estamos cada vez mais preparando nossas equipes para outras emergências em saúde pública no estado do Paraná. É uma demonstração de um trabalho efetivo de nossa secretaria e dos municípios paranaenses para estarmos preparados na preparação, vigilância e resposta às emergência de saúde pública do nosso estado e do País”, afirmou a diretora.

“Este reconhecimento na ExpoEpi coroa um esforço coletivo para institucionalizar a gestão de riscos no contexto de desastres no Paraná. Nosso objetivo foi estabelecer um modelo de vigilância que antecipasse o perigo e preparasse o sistema de saúde para as respostas necessárias. Ser premiada entre as melhores experiências do Brasil mostra que o Paraná é referência em transformar desafios climáticos em políticas públicas sólidas, eficientes e permanentes”, comemorou a chefe da divisão responsável pelo programa Vigidesastres-PR na Vigilância Ambiental, Márcia Prokopiuk.

Para a diretora da 5ª Regional de Saúde de Guarapuava e também autora do trabalho, Renata Araújo, a participação no evento nacional fortalece as práticas estaduais. “Desastres podem ser inevitáveis, mas seus impactos podem e devem ser reduzidos por um sistema de saúde preparado, integrado e comprometido. A troca de experiências e o compartilhamento de boas práticas reforçam o compromisso com um sistema de saúde cada vez mais preparado, resiliente e eficiente”, destacou.

PREMIAÇÃO – Além do reconhecimento nacional pela excelência da iniciativa, a experiência paranaense foi contemplada com um prêmio de R$ 20 mil. O valor será repassado diretamente ao Fundo Estadual de Saúde (Funsaúde).

A premiação é promovida pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS). Ao reconhecer e premiar experiências exitosas, o evento contribui significativamente para o aprimoramento das políticas públicas e para o fortalecimento de uma vigilância em saúde mais responsiva, equitativa e resiliente.

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