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Paraná fortalece enfrentamento ao HIV e sedia oficina nacional para eliminação da aids até 2030

A Oficina para Diretrizes de Eliminação da Aids e da Transmissão Vertical do HIV como Problema de Saúde Pública reuniu gestores, equipes técnicas ...

20/05/2026 às 16h21
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: SESA
Foto: SESA

Referência nacional na ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento do HIV, o Paraná recebeu nesta terça e quarta-feira (19 e 20), em Curitiba, a Oficina para Diretrizes de Eliminação da Aids e da Transmissão Vertical do HIV como Problema de Saúde Pública. O encontro, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR) em parceria com o Ministério da Saúde, reuniu gestores, equipes técnicas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias integradas de prevenção, assistência e vigilância.

Promovida pela Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde, por meio da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Transmissíveis, a oficina faz parte do processo de descentralização das diretrizes do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) para os estados brasileiros.

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O objetivo é fortalecer a construção de um Plano Estadual alinhado às metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminação da aids e da transmissão vertical do HIV até 2030, integrando vigilância epidemiológica, assistência à saúde e participação da sociedade civil.

Os principais eixos debatidos foram a ampliação das ações de promoção e educação em saúde para populações em situação de maior vulnerabilidade, o fortalecimento do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento, além da implementação de estratégias específicas para interromper a transmissão do HIV de mãe para filho.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou o protagonismo do Paraná na resposta ao HIV e às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

“O Paraná tem avançado de forma consistente no enfrentamento ao HIV, ampliando o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e às estratégias de prevenção em todas as regiões do Estado. Hoje, os testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais estão disponíveis em 100% dos municípios paranaenses, aproximando o cuidado da população e reduzindo barreiras de acesso”, afirmou.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes, afirmou que o Estado tem fortalecido políticas públicas voltadas à prevenção combinada, com expansão da oferta das profilaxias Pré e Pós-Exposição (PrEP e PEP), além de investimentos na qualificação contínua das equipes de saúde.

“Nosso compromisso é garantir um cuidado integral, humanizado e baseado em evidências científicas. O conceito de Indetectável = Intransmissível representa um avanço fundamental no combate ao estigma e na interrupção das cadeias de transmissão. O Paraná hoje apresenta uma das menores taxas de mortalidade por aids do Brasil, resultado de uma rede organizada, integrada e comprometida com a vida”, acrescentou.

O Paraná reduziu em 47,8% a mortalidade por aids na última década e vem alcançando as metas globais estabelecidas pela OMS. Atualmente, 93% das pessoas diagnosticadas estão em tratamento e, destas, 96% possuem carga viral indetectável.

O Estado também avança na implantação do Circuito Rápido da Aids Avançada, estratégia que permitirá diagnósticos de infecções oportunistas em menos de 30 minutos para pacientes em situações mais graves.

Durante a apresentação sobre o panorama do HIV/Aids, a chefe da Divisão de IST/Aids, Mara Carmen Franzoloso, destacou os avanços recentes e os próximos desafios para consolidar a eliminação da doença como problema de saúde pública.

"Tivemos conquistas expressivas, como a redução de mais de 44% dos casos em menores de cinco anos e a conquista do Certificado de Eliminação da Transmissão Vertical. Hoje, 96% das pessoas em terapia antirretroviral já apresentam carga viral suprimida, ou seja, indetectável. Nosso grande foco agora é o compromisso com a Agenda 2030: precisamos alcançar a meta de 95% de pacientes diagnosticados, em tratamento e com supressão viral, garantindo mais qualidade de vida e freando a transmissão do vírus”.

A oficina busca fortalecer o controle social e ampliar a integração entre diferentes áreas governamentais, como Educação, Assistência Social e Direitos Humanos, consolidando uma resposta intersetorial ao HIV no Paraná.

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