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Paraná avança no combate ao câncer de colo de útero com exames em todo Estado

A iniciativa estende o acesso a uma tecnologia molecular de ponta, desenvolvida no Brasil pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), e...

21/05/2026 às 16h05
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: SESA
Foto: SESA

Em um movimento decisivo para a saúde das mulheres, o Paraná dá mais um passo em direção à meta global de eliminação do câncer do colo do útero como problema de saúde pública. Durante a 2ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2026, realizada nesta quarta-feira (20), em Curitiba, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) pactuou a ampliação da oferta do exame de DNA-HPV para todos os municípios paranaenses.

A iniciativa estende o acesso a uma tecnologia molecular de ponta, desenvolvida no Brasil pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), em parceria com o Governo do Estado e a Fiocruz. O teste possui maior sensibilidade que o método tradicional e projeta examinar cerca de 328 mil paranaenses que integram o público-alvo.

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O processo de implementação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná teve início em outubro de 2025, quando o Estado foi um dos 12 selecionados pelo Ministério da Saúde para a fase piloto nacional. Entre novembro de 2025 e maio de 2026, Curitiba e Rio Branco do Sul funcionaram como os municípios pioneiros da fase inicial. Agora, o exame passa a ser descentralizado para todo o território estadual.

Para este ano, as estimativas apontam a ocorrência de 1.120 novos casos da doença no Paraná. A nova metodologia surge como a principal aliada para reverter esse cenário e cumprir as diretrizes internacionais.

“A Organização Mundial da Saúde estabeleceu a meta de eliminar o câncer do colo do útero como problema de saúde pública até 2030. Eliminar, nesse caso, não significa zerar casos, significa reduzir a incidência para menos de 4 casos por 100 mil mulheres. O índice atual no Paraná é de 13 casos para cada 100 mil”, explicou o secretário estadual da Saúde, César Neves.

O secretário destacou ainda o diferencial da inovação. “O DNA-HPV é uma tecnologia molecular que detecta a presença dos tipos cancerígenos do vírus HPV no organismo com grande antecedência. Isso permite identificar a infecção antes mesmo que qualquer lesão se desenvolva, antecipando o cuidado médico. Junto com a vacina do HPV, é a melhor metodologia disponível”, completou.

EFICÁCIA – A transição do exame citopatológico (conhecido popularmente como papanicolau) para o teste de DNA-HPV representa um ganho expressivo em eficiência e conforto para a população. O papanicolau exige a realização anual do exame e, após dois resultados normais seguidos, a cada três anos. Já o rastreio por biologia molecular propicia um intervalo de cinco anos entre as coletas devido ao seu resultado altamente confiável.

O fluxo de atendimento para todo o Estado foi planejado para ser simples e acessível. A coleta é realizada diretamente nas unidades de saúde do próprio município da paciente, de forma semelhante ao exame citopatológico tradicional. O material é encaminhado ao Laboratório Central do Estado (Lacen), que efetua o registro das informações e direciona as amostras para o laboratório de referência no Rio de Janeiro para o processamento molecular.

A ampliação é voltada a mulheres que tenham histórico de atividade sexual. Para assegurar o sucesso da transição tecnológica, o Estado dará suporte integral às prefeituras. “Oferecemos os insumos, orientação e capacitação para os municípios. É um grande avanço e estamos no caminho certo. Com muito trabalho e seriedade, vamos conseguir atingir a meta de redução de casos. Temos condições para isso”, assegurou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

VACINA– A diretora da Sesa reforçou que o rastreio com o DNA-HPV atua em conjunto com a vacinação, considerada a prevenção primária mais eficaz. O imunizante contra o HPV está disponível rotineiramente na rede pública para a faixa etária de 9 a 14 anos. Ele previne não apenas o câncer de colo do útero, mas também os cânceres de pênis, ânus, uretra e garganta, além de evitar o aparecimento de condilomas (verrugas genitais).

A Sesa faz ainda um alerta para os adolescentes com idades entre 15 e 19 anos que perderam o prazo ou não foram vacinados até os 14 anos, a etapa de resgate para essa faixa etária estará disponível até o próximo mês de junho de 2026.

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