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Fenômeno climático que mudou a cafeicultura nacional é tema de nova Linha Paraná

Destruição estrutural no Sul forçou o avanço da cultura do grão para áreas do Cerrado e motivou o desenvolvimento de novas fronteiras agrícolas brasileiras.

22/05/2026 às 08h08
Por: Tissiane Merlak Fonte: Assessoria
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Fenômeno climático que mudou a cafeicultura nacional é tema de nova Linha Paraná

O lançamento da Linha Paraná, novo café especial da empresa Coffee++, resgata a história da Geada Negra de 1975, evento climático que provocou uma ruptura na cafeicultura nacional e redefiniu o eixo produtivo do país. Naquela época, o Paraná concentrava o protagonismo do setor, sendo responsável por quase metade do café brasileiro e sustentando a economia de municípios inteiros com base na cultura do grão, conforme dados históricos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A mudança estrutural ocorreu de forma abrupta em julho de 1975, quando uma intensa massa de ar polar atingiu o Sul do país. As temperaturas extremas queimaram lavouras inteiras e geraram o aspecto escuro nas plantações que deu nome ao fenômeno. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a ocorrência é considerada uma das mais severas já registradas na agricultura brasileira, comprometendo a capacidade produtiva de longo prazo e afetando a base econômica regional.

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Análises históricas do setor e registros do Ministério da Agricultura (MAPA) indicam que o episódio provocou uma mudança definitiva na geografia agrícola. A cafeicultura migrou do Sul para novas regiões, especialmente Minas Gerais e áreas de Cerrado, que se consolidaram como os principais polos produtivos nas décadas seguintes. Estimativas apontam que centenas de milhões de pés de café foram atingidos no território paranaense.

Além dos prejuízos econômicos, o evento climático gerou um forte impacto social. Produtores rurais deixaram suas terras afetadas e migraram em busca de novas oportunidades, o que contribuiu diretamente para a ocupação e para o desenvolvimento de outras fronteiras agrícolas no Brasil.

Segundo Leonardo Montesanto, fundador e CEO da Coffee++, a proposta do novo produto é revisitar essa origem histórica e reposicioná-la no cenário contemporâneo, conectando a tradição à experiência sensorial. Ele aponta que, décadas após o desastre, o Paraná retorna ao radar do setor sob a lógica da qualidade, da origem e do valor agregado, acompanhando a evolução do mercado global de cafés especiais.

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