
A Itaipu Binacional participou nesta terça-feira, em Foz do Iguaçu, do IV Encontro Nacional das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado e do Encontro das Delegacias de Combate aos Crimes contra o Patrimônio e Tráfico de Armas. O evento reuniu cerca de 300 pessoas, entre autoridades e representantes de unidades de segurança de todas as regiões do país, para discutir a integração policial e o enfrentamento de organizações criminosas.
O diretor jurídico da Itaipu, Luiz Fernando Delazari, apresentou as ações de cooperação da binacional com os órgãos de segurança. Ele destacou que a instituição investiu aproximadamente R$ 203 milhões na área desde 2023, por meio de convênios, parcerias e aquisições de equipamentos. De acordo com Delazari, os aportes financeiros e o apoio aos eventos são necessários porque o crime organizado está mais ágil e digital.
Entre as iniciativas em andamento, o diretor citou o projeto de monitoramento do lago com câmeras de longo alcance, radar de superfície e sistemas automatizados de alerta. A licitação para a expansão do sistema está aberta e prevê a cobertura integral do reservatório de Itaipu, de Foz do Iguaçu até Guaíra, com 12 câmeras de alta performance. O investimento total é de cerca de R$ 65 milhões, e as imagens ficarão disponíveis para a Polícia Federal e a Receita Federal.
A binacional também integra o projeto Mural Inteligente, desenvolvido em parceria com a Receita Federal. A iniciativa utiliza drones e inteligência artificial para a fiscalização da fronteira, o que resultou na recuperação de aproximadamente R$ 200 milhões aos cofres públicos no último ano. Outras ações envolvem o programa Áspide Tecnológico, com a Polícia Federal, e aportes em segurança cibernética em cooperação com o Exército Brasileiro.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ressaltou no evento a consolidação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) como um modelo nacional de integração. Atualmente, existem 39 unidades no país coordenadas pela Polícia Federal. Segundo Rodrigues, as operações recentes resultaram na apreensão de cerca de R$ 800 milhões.
O assessor especial do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Daniel Veloso Hirata, que representou o ministro Wellington César Lima e Silva, anunciou que o governo federal planeja expandir as Ficcos de 39 para até 50 unidades. A estratégia central divulgada pelo ministério foca no fortalecimento da inteligência financeira para atingir o poder econômico das organizações criminosas.
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