5°C 16°C
Cascavel, PR
Publicidade

Revista internacional publica estudo desenvolvido na UEL sobre efeitos da musculação na saúde de idosas

Resultado da tese de Doutorado em Ciências da Saúde de Ricardo José Rodrigues e Paolo Cunha, o ensaio clínico foi publicado na última edição da Me...

26/06/2026 às 11h02
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
Compartilhe:
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Resultado da tese de Doutorado em Ciências da Saúde de Ricardo José Rodrigues e Paolo Cunha, um ensaio clínico desenvolvido ao longo de dois anos com mulheres idosas foi publicado na última edição da Medicine & Science in Sports & Exercise (MSSE). O periódico, um dos mais influentes da área de Medicina do Esporte, divulga artigos sobre temas atuais em medicina esportiva e ciência do exercício.

O estudo analisou os efeitos do treinamento de força, como musculação e exercícios resistidos, na saúde cardiovascular de idosas ao longo de dois anos. O trabalho fez parte do Active Aging Longitudinal Study, Programa de Envelhecimento Ativo da Universidade Estadual de Londrina (UEL) coordenado pelo professor Edilson Serpeloni, que também orientou os pesquisadores.

Continua após a publicidade

O artigo “Treinamento de resistência a longo prazo melhora a estrutura e a função cardíacas em mulheres idosas: um ensaio clínico randomizado controlado de dois anos” investigou os efeitos de um programa supervisionado de treinamento resistido (TR) progressivo, com 74 participantes fisicamente independentes. Divididas, elas foram aleatoriamente designadas a um grupo de treinamento (GT) ou a um grupo controle (GC).

O programa de TR foi efetuado ao longo do biênio, em três sessões semanais e em dias não consecutivos, e incluiu oito exercícios para o corpo todo, realizados em três séries de 8 a 12 repetições.

Avaliações ecocardiográficas foram realizadas antes e após o período de dois anos por um ecocardiografista experiente, que desconhecia a condição das idosas e a alocação dos grupos. Com os resultados em mãos, os pesquisadores concluíram que o treinamento de força pode melhorar os parâmetros morfológicos e funcionais cardíacos em mulheres idosas.

Continua após a publicidade
Anúncio

PROGRESSO ALCANÇADO- Rodrigues, professor adjunto do Centro de Ciências da Saúde (CCS), destacou a melhora observada na função de relaxamento do coração, visto que a disfunção leva à insuficiência cardíaca com função preservada. “O órgão fica mais rígido, relaxa com mais dificuldade, mas continua contraindo normalmente. A condição é frequente em mulheres idosas e está relacionada ao envelhecimento, obesidade e hipertensão arterial".

"Ela tem um arsenal terapêutico bem limitado, portanto, a prevenção é uma ferramenta extremamente importante. Além disso, a intervenção que usamos, programa estruturado para os exercícios de resistência, é de amplo acesso pela população, ou seja, o protocolo é escalável e replicável”, disse ele.

Além dos benefícios cardíacos, os pesquisadores constataram avanço expressivo nos testes de força muscular e funcionais, contribuindo para a melhora da autonomia e realização de tarefas do cotidiano pelas idosas. Ao mesmo tempo, as mulheres que não participaram de exercícios estruturados apresentaram uma deterioração progressiva em muitos dos mesmos parâmetros.

AMPLIAR A PERSPECTIVA- Com o estudo pioneiro, Rodrigues e Cunha ampliaram a noção do que leva à saúde cardiovascular, partindo do princípio que o treinamento de resistência não serve somente para aumentar a massa muscular e reduzir o risco de quedas. Para proteger o coração em processo de envelhecimento, o exercício aeróbico deve ser aliado, e não o único protagonista.

O professor mencionou um dos maiores desafios não resolvidos na medicina cardiovascular contemporânea, a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp), condição que afeta desproporcionalmente mulheres idosas. Ao contrário de muitas doenças cardiovasculares, ela tem se mostrado resistente ao tratamento farmacológico, sendo que a prevenção é a estratégia mais eficaz.

“Eu tinha certeza de que a ideia era totalmente nova e seria disruptiva se os resultados fossem positivos, pois a ICFEp é uma epidemia mundial com pouquíssimos recursos terapêuticos. Então, melhorar a função diastólica com uma intervenção relativamente simples e escalável seria, de fato, algo muito bom”, completou Rodrigues. Segundo ele, é uma honra ser reconhecido por uma das revistas mais influentes na área da Medicina do Esporte do mundo.

ARTIGO- As edições mensais da revista MSSE são divulgadas pela American College of Sports Medicine (ACMS), organização de medicina esportiva com quase 50 mil membros ao redor do mundo. Confira a publicação do artigo de Rodrigues e Cunha AQUI .

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Cascavel, PR
12°
Tempo limpo

Mín. Máx. 16°

11° Sensação
3.1km/h Vento
66% Umidade
20% (0.12mm) Chance de chuva
07h18 Nascer do sol
05h54 Pôr do sol
Sáb 16° 12°
Dom 22° 15°
Seg 20° 15°
Ter 18° 15°
Qua 22° 16°
Atualizado às 10h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,17 -0,22%
Euro
R$ 5,89 +0,14%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 327,024,58 +0,28%
Ibovespa
172,385,98 pts 0.23%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias