
O Cascavel Olympians estreia neste sábado| (18), às 15h, contra a Chapecoense, em Chapecó, pela 2ª divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol Americano. A partida marca o primeiro passo do time na categoria nacional, após disputar a terceira divisão na temporada passada.
A competição deste ano adotou um formato regionalizado em sua primeira fase para lidar com os custos elevados de arbitragem e transporte. O grupo do Olympians, além da Chapecoense, conta com o Francisco Beltrão Redfeet e os dois melhores da chave avançam para as fases seguintes da competição.
A preparação física e tática para encarar a nova categoria nacional foi intensa nos últimos meses. O elenco conta atualmente com um grupo robusto de 50 a 55 atletas inscritos na competição. Embora o regulamento oficial exija um número mínimo de 25 esportistas para iniciar uma partida, a comissão técnica viaja com uma delegação de pelo menos 35 a 40 jogadores para garantir rotatividade física no gramado.
"A expectativa é altíssima. Conseguimos trazer de volta atletas experientes que haviam jogado em outras equipes, o que nos permitiu remontar o time e unificar forças para criar um Olympians muito mais competitivo", afirmou o vice-presidente da equipe, William Cezar
O Campeonato Paranaense é apontado pelo clube como o mais difícil do país. Enfrentar forças tradicionais da primeira divisão, como o Coritiba Crocodiles, serve de escola prática e acelera o amadurecimento dos atletas do Oeste.
Para além do físico, o esporte exige dedicação tática. "Quem olha de fora acha que o futebol americano é apenas uma bagunça, mas é o oposto: o esporte é um jogo extremamente estratégico de conquista de território, focado 90% no mental", ressaltou.
Manter um projeto desse tamanho exige suporte extracampo estruturado. William Cezar aponta que a realidade do time cascavelense é muito superior à encontrada em outras regiões do país. "Cerca de 70% das equipes no Brasil não têm a estrutura do Olympians. O suporte da Secretaria de Esportes e as emendas parlamentares são cruciais para viabilizarmos nossas viagens e jogos", declarou o dirigente.
Para popularizar a modalidade, as partidas contam com praça de alimentação, som ambiente e arbitragem com microfone para explicar as decisões ao público. O objetivo principal, além de atrair novas famílias e torcedores para o esporte da bola oval.
“De modo geral, o esporte tem crescido globalmente. A NFL, que é a liga norte-americana, está ampliando fortemente o mercado para fora dos Estados Unidos, promovendo jogos em outros continentes. Tivemos partidas históricas em São Paulo e, neste ano, teremos jogos no Rio de Janeiro, além de países como Alemanha e Austrália. Para os americanos, o Brasil é hoje o terceiro maior mercado global de futebol americano. Internamente, nós batalhamos diariamente por visibilidade e espaço”, concluiu William.