
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu em flagrante, neste domingo (26), um homem e uma mulher suspeitos de envolvimento no homicídio de Ademir Adilar Jung, de 57 anos, em Quedas do Iguaçu. O crime foi esclarecido poucas horas depois de o corpo da vítima ser encontrado na Comunidade Linha Palmital, no Assentamento Celso Furtado, na zona rural do município.
Ademir foi localizado pelo sobrinho por volta das 7h25, dentro da própria residência. Conforme a Polícia Civil, ele apresentava ferimentos provocados por disparos de arma de fogo na região da face e do olho esquerdo.
Assim que o crime foi comunicado, equipes da PCPR iniciaram as investigações, realizaram o isolamento da área e acionaram a Polícia Científica e o Instituto Médico-Legal (IML).
Durante as diligências, os policiais localizaram uma mulher de 26 anos que mantinha um relacionamento com a vítima havia cerca de dois anos. Segundo a polícia, ela apresentou contradições durante o depoimento e, com autorização, teve o celular analisado. Os investigadores constataram que parte das conversas havia sido apagada.
De acordo com a PCPR, diante das evidências, a mulher confessou ter planejado o homicídio junto com um homem de 46 anos. A motivação, conforme o depoimento, seria ciúmes e desavenças anteriores.
Ainda segundo a investigação, ela foi até a residência da vítima e a chamou na porta. Quando Ademir saiu para atendê-la, o outro suspeito, que estava escondido ao lado da entrada, efetuou disparos de pistola calibre 9 milímetros à queima-roupa. Em seguida, os dois fugiram de carro.
O homem também foi localizado e preso no mesmo dia. Em depoimento, negou participação e alegou que estava dormindo no momento do crime, versão que, segundo a Polícia Civil, não foi confirmada pelas investigações.
Os dois foram autuados em flagrante por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante a investigação, a polícia apreendeu estojos de munição calibre 9 milímetros e os celulares dos suspeitos, que serão periciados para auxiliar na continuidade das investigações.
A autoridade policial também representou pela conversão das prisões em flagrante em prisão preventiva, alegando risco de obstrução da investigação, em razão do apagamento de mensagens e da ocultação da arma utilizada no crime e do veículo empregado na fuga.
Os dois permanecem presos e à disposição da Justiça.