
O ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann morreu neste domingo (18), aos 77 anos, após anos de tratamento contra um câncer, em Brasília, onde estava internado depois de permanecer sob cuidados paliativos em casa.
De acordo com o jornal O Globo, Jungmann voltou a ser hospitalizado neste fim de semana, mas não resistiu ao avanço da doença. Ao longo da carreira, ocupou cargos estratégicos no Poder Executivo federal, com passagens pelos governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.
Durante o governo FHC, Raul Jungmann foi ministro do Desenvolvimento Agrário, período em que atuou na condução de políticas de reforma agrária e na mediação de conflitos fundiários. Já na gestão Michel Temer, comandou o Ministério da Defesa e, posteriormente, o Ministério Extraordinário da Segurança Pública, criado para articular ações federais de combate ao crime organizado.
No exercício do cargo de ministro da Segurança Pública, Jungmann esteve em Cascavel em março de 2018, quando inaugurou a nova unidade operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-277. O posto foi instalado em um ponto considerado estratégico para o enfrentamento ao tráfico de drogas, armas e munições oriundos da fronteira com o Paraguai.
A unidade, coberta e blindada, possui 3,6 mil metros quadrados de área construída e recebeu investimento de R$ 3,6 milhões. Na ocasião, Jungmann anunciou a abertura de concursos públicos com 500 vagas para a PRF e 500 para a Polícia Federal, além da liberação de R$ 150 milhões para investimentos em infraestrutura da PRF.
Autoridades de diferentes áreas lamentaram a morte de Jungmann. O senador Sérgio Moro (União-PR) afirmou que se trata de uma perda para a vida pública. Já o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou a trajetória de serviços prestados ao país.
Também se manifestaram a ex-senadora Kátia Abreu, o ex-senador Roberto Freire, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que ressaltou a atuação de Jungmann em defesa do Estado de Direito e da ordem constitucional.
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