
O Fut7 feminino de Cascavel vive um de seus momentos mais especiais. No fim de novembro, a equipe Estrelas do Oeste sagrou-se campeã brasileira, em competição realizada em São Paulo, consolidando o nome do clube entre os principais do país.
A conquista foi tema de destaque no podcast De Olho no Esporte, onde a gestora da equipe, Janaína Teixeira, falou sobre a trajetória, os desafios e os próximos objetivos do time. “Final de ano foi muito bom, com esse grande título que a gente conquistou. Encerrar a temporada como campeã brasileira foi especial demais”, afirmou Janaína.

Gestora da equipe participou do podcast "De Olho no Esporte"
A direção adota um modelo considerado semiprofissional. As jogadoras conciliam carreira, trabalho e treinos, o que exige uma logística diferenciada. “Todas trabalham, têm suas profissões, então não conseguimos treinar diariamente. Mesmo assim, a gente monta equipes competitivas, com atletas que já têm vivência no futebol 7, e isso tem dado muito certo”, explicou a gestora.
Desde a primeira competição oficial, em 2022, os resultados acompanham o planejamento. Logo no ano de estreia, a equipe foi campeã paranaense. Em 2024, veio a conquista inédita da Libertadores de Futebol 7, disputada na Argentina. Já em 2025, o time bateu na trave no Brasileiro, ficando com o vice.
Com o título brasileiro, o Estrelas do Oeste garantiu vaga na Libertadores de 2026, que será disputada em setembro, no Brasil, em Florianópolis. “A logística fica mais fácil, os custos diminuem e isso ajuda muito.”, afirmou.
Antes do torneio continental, o foco será a Taça Brasil, marcada para o início de junho, em Minas Gerais. O título é o único que ainda falta na galeria do clube. “A Taça Brasil é o troféu que ainda não temos. É um objetivo claro da equipe para esta temporada”, reforçou. encontros e treinamentos presenciais próximos às datas dos torneios.
Janaína destacou o contraste entre o potencial e a realidade do fut7 feminino no Paraná. O último Paranaense contou com apenas quatro equipes, número bem menor do que em anos anteriores. “Falta visibilidade e apoio, mas também falta coragem de competir. Muitas equipes deixam de participar por acharem que o título já está definido, e isso é uma visão errada do esporte. É importante ter adversários fortes. Isso faz o esporte crescer”, afirmou a gestora.
Com calendário cheio, o Estrelas do Oeste projeta uma temporada histórica. Além da Taça Brasil e da Libertadores, o clube também mira o bicampeonato brasileiro no fim do ano. “As expectativas são grandes. Vamos brigar por títulos e continuar levando o nome de Cascavel para o cenário nacional e internacional”, concluiu Janaína.
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