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Projeto conectará UTIs de hospitais regionais ao Pequeno Príncipe para acompanhar bêbes com cardiopatias

O projeto Bate-Bate Coração utiliza tecnologia de ponta e telemedicina. Com a conexão ao Hospital Pequeno Príncipe (HPP), referência nacional em c...

25/03/2026 às 18h30
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apresentou nesta quarta-feira (25), no evento Saúde em Movimento, o projeto “Bate-Bate Coração”, uma iniciativa pioneira no país que reforça o protagonismo do Estado na qualificação do cuidado neonatal. A proposta utiliza tecnologia de ponta e telemedicina para conectar UTIs neonatais de hospitais regionais ao Hospital Pequeno Príncipe (HPP), referência nacional em cardiologia pediátrica, com o objetivo de aprimorar o diagnóstico e o acompanhamento de recém-nascidos com cardiopatias congênitas graves.

O projeto havia sido lançado pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, na abertura do evento, na terça-feira (24), juntamente com outros investimentos na área da Saúde que, juntos, somam R$ 1,1 bilhão .

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Idealizado e coordenado pela Sesa, o “Bate-Bate Coração” receberá investimentos de R$ 3 milhões e foi viabilizado a partir de uma parceria firmada com o Hospital Pequeno Príncipe. Por meio de uma linha de cuidado estruturada, a equipe especializada do HPP passa a atuar remotamente no suporte às unidades de saúde de todo o Estado, garantindo respostas mais ágeis e seguras nos casos de cardiopatia neonatal.

“O projeto busca fortalecer a regionalização da assistência e o uso inteligente da tecnologia para ampliar o acesso a um atendimento especializado, humanizado e resolutivo. Estamos investindo para que os bebês cardiopatas sejam atendidos com mais rapidez, segurança e qualidade, em qualquer região do Paraná”, disse o secretário Beto Preto.

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Entre os recursos tecnológicos, destaca-se o uso de robôs de telepresença posicionados ao lado dos leitos neonatais, permitindo interação em tempo real entre as equipes locais e os profissionais do HPP. A comunicação remota possibilita a análise de exames, discussão de casos, definição de condutas clínicas e acompanhamento dos pacientes antes e depois de procedimentos cirúrgicos, além de suporte em situações de maior complexidade.

O diretor corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro Carneiro, explicou que esse projeto é uma parceria compartilhada com a Sesa. “É o amor às crianças, que tanto o Governo quanto o Hospital Pequeno Príncipe compartilham. Para conseguirmos melhorar os indicadores de mortalidade infantil só tem uma forma, que é a medicina hospitalar de alta tecnologia, a alta complexidade. Nossa intenção é conseguir, junto com o Governo, atingir a marca inferior a 10 óbitos por mil nascidos vivos. Vamos trabalhar juntos para chegarmos lá”.

Para o diretor-técnico do Hospital Pequeno Príncipe, o médico cardiologista Cassio Fon Ben Sum, o projeto representa um avanço na organização da linha de cuidado do bebê cardiopata. “A identificação da doença ainda no período de gestação, a definição do local do nascimento, a atenção ao parto e os cuidados adequados com o bebê com cardiopatia são grandes desafios, e são alguns dos focos deste projeto. Queremos contribuir para que as unidades de saúde do Estado estejam preparadas para o atendimento e conectadas para efetivar o melhor desfecho clínico de cada caso”, afirmou.

Cinco hospitais da rede estadual participam da primeira fase do projeto: o Hospital Regional do Norte Pioneiro (Santo Antônio da Platina), o Hospital Norospar (Umuarama), a Santa Casa de Paranavaí, a Santa Casa de Irati e o Hospital Regional do Sudoeste Walter Alberto Pecotis (Francisco Beltrão). Essas unidades, responsáveis por UTIs neonatais em regiões estratégicas, contarão com o apoio técnico do HPP para avaliação clínica, definição de fluxos, capacitação de equipes e implementação de protocolos de atendimento.

Além do atendimento aos bebês cardiopatas, o projeto também contribui para a qualificação do cuidado neonatal de forma mais ampla, uma vez que o Hospital Pequeno Príncipe está disponibilizando outros especialistas para suporte remoto às equipes locais, incluindo profissionais das áreas de neurologia e demais especialidades relacionadas ao desenvolvimento e acompanhamento neonatal.

O projeto contempla também a criação de uma sala de situação no Hospital Pequeno Príncipe, com equipe dedicada à articulação das teleconsultas e ao monitoramento contínuo da rede. Também está previsto o fortalecimento da rede estadual de atenção à saúde por meio de formações periódicas e incentivo à produção científica na área da cardiologia pediátrica.

“Com essa iniciativa, o Paraná dá mais um passo no fortalecimento da atenção neonatal e se coloca na vanguarda do uso de tecnologia em favor da vida, garantindo que nenhum bebê deixe de receber o cuidado necessário por falta de estrutura especializada em sua região”, ressaltou a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

ESTIMATIVAS- No Paraná, nascem cerca de 150 mil bebês por ano. Com base na incidência de 0,8%, estima-se que 1.200 apresentem algum tipo de cardiopatia congênita. Desses, aproximadamente 400 precisarão de cirurgia ainda no período neonatal e outros 600 deverão ser acompanhados em ambulatórios especializados. O projeto Bate-Bate Coração foi desenvolvido para oferecer suporte a todos esses casos, por meio de atendimento remoto com equipe especializada, promovendo um cuidado mais ágil, seguro e efetivo em todo o território paranaense.

SAÚDE EM MOVIMENTO – O evento reúne diretores e técnicos de diversas áreas da Sesa, secretários municipais de saúde dos 399 municípios, dirigentes e apoiadores do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR), diretores dos Consórcios Intermunicipais de Saúde, tutores do PlanificaSUS Paraná, coordenadores da Atenção Primária à Saúde (APS), Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE).

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