
A janela partidária encerrada na quinta-feira (03) ampliou a bancada do PL na Câmara dos Deputados, que passou de 86 para 101 parlamentares, consolidando o partido como o maior da Casa. O crescimento ocorreu na reta final do prazo de troca de legenda e está ligado à estratégia eleitoral voltada à disputa presidencial.
Levantamento com base em dados da Câmara e dos partidos mostra que o avanço do PL foi impulsionado por 22 novas filiações e sete saídas no período. Ao todo, 120 deputados trocaram de sigla. A nova composição ainda será formalizada oficialmente nos próximos dias.
O principal impacto ocorreu sobre o União Brasil, que deve cair de 59 para 44 deputados, registrando 25 saídas e dez entradas. Parte das perdas está relacionada a disputas internas após a federação com o PP e a desgastes envolvendo dirigentes.
Entre os nomes que migraram para o PL estão Alfredo Gaspar (AL), Dani Cunha (RJ), Rosângela Moro (PR) e Rodrigo Valadares (SE). Também houve movimentações rápidas, como a de Padovani (PR), que trocou de partido mais de uma vez durante o período.
No Senado, a bancada do União Brasil também foi reduzida, passando de oito para três integrantes. Já o PP deve crescer de 50 para 54 deputados, enquanto o PSD deve manter 47 cadeiras.

Segundo dirigentes partidários, o crescimento do PL está associado à adesão de parlamentares alinhados ao bolsonarismo e à organização de palanques estaduais para a eleição presidencial.
O PT, por sua vez, deve manter praticamente o mesmo tamanho de bancada, passando de 67 para 66 deputados. Mesmo com a estabilidade, a legenda amplia a distância em relação ao PL.
No campo governista, o PSB deve crescer de 16 para 20 cadeiras, enquanto o PDT deve encerrar a janela com apenas seis deputados. O cenário mantém a dependência do governo em relação a partidos de centro nas votações.
Mín. 18° Máx. 31°