
O Programa Mulher Segura, da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp), promoveu, nesta terça-feira (12), em Maringá, um encontro voltado ao fortalecimento das ações integradas de proteção à mulher. A programação reuniu representantes de instituições públicas, lideranças e integrantes da rede de apoio para debater estratégias de prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência de gênero, reforçando a importância do diálogo permanente e da atuação conjunta entre os diferentes setores envolvidos na proteção às vítimas.
“A proteção das mulheres depende de uma atuação integrada, que una segurança pública, rede de apoio, conscientização e oportunidades. Quando promovemos espaços de diálogo como este, fortalecemos o acolhimento, ampliamos a prevenção e criamos condições para que mais mulheres tenham segurança, autonomia e dignidade para reconstruir suas vidas”, destacou o secretário da Segurança Pública, Saulo Sanson.
Integrado à Operação Vida, o Programa Mulher Segura é uma das principais iniciativas da Sesp voltadas à prevenção e ao enfrentamento das diversas formas de violência de gênero. Durante o encontro, foram apresentadas ações preventivas e repressivas desenvolvidas pelo programa, incluindo palestras educativas sobre direitos das mulheres, fortalecimento das medidas protetivas, monitoramento simultâneo de vítimas e agressores com tornozeleira eletrônica, além da ampliação das Salas Mulher Segura nas delegacias da Polícia Civil do Paraná (PCPR), estruturadas para garantir acolhimento humanizado e atendimento especializado às vítimas.
A programação também destacou a importância da atuação integrada entre diferentes setores da sociedade para consolidar uma rede efetiva de proteção às mulheres. Entre os eixos apresentados, o trabalho conjunto das forças de segurança, apoio jurídico, assistência psicossocial, serviços de saúde, estruturas de abrigo e acolhimento, além da participação de organizações da sociedade civil e centros de referência especializados no atendimento às vítimas.
“O enfrentamento à violência contra a mulher exige mais do que ações isoladas. É preciso diálogo permanente, consciência coletiva e coragem para tratar o problema de forma aberta. O debate transforma informação em prevenção, fortalece as políticas públicas e mobiliza a sociedade para proteger e acolher, garantindo que nenhuma mulher fique sem amparo”, afirmou o chefe do Centro de Políticas de Proteção, responsável pelo Programa Mulher Segura, tenente-coronel Cleverson Rodrigues Machado.
Conforme a delegada da Polícia Civil do Paraná (PCPR) Karoliny Neves, muitas vezes a mulher não percebe que está inserida em um relacionamento abusivo e tóxico. “Ela acaba isolada de toda a rede de apoio e agarrada a um resquício de carinho e proteção que acredita existir naquele relacionamento. Por isso, quando percebemos esse afastamento, é preciso acolher e trazer essa mulher de volta para perto da família e dos amigos”, destacou.
Durante a apresentação, também foram destacados os resultados obtidos no Paraná na redução dos índices de violência contra a mulher. Segundo dados apresentados no encontro, o Estado registrou redução de 20% nos casos de feminicídio e de 16% nos registros de estupro em 2025, na comparação com o ano anterior.
A programação foi acompanhada por autoridades locais, representantes das forças de segurança e integrantes da rede de proteção, reforçando o compromisso conjunto entre Estado, municípios e sociedade civil na ampliação das políticas públicas de acolhimento e enfrentamento à violência contra a mulher. A proposta é fortalecer o trabalho integrado entre as instituições, ampliar os canais de apoio às vítimas e consolidar ações permanentes de prevenção, proteção e garantia de direitos em toda a região.
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